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Morre Carlo Petrini, fundador do movimento Slow Food

Carlo Petrini, gastrônomo e ativista italiano, faleceu aos 76 anos. Ele foi um defensor da alimentação sustentável e fundador do movimento Slow Food, reconhecido mundialmente.
Foto: G1

O gastrônomo e escritor italiano Carlo Petrini faleceu aos 76 anos na cidade de Bra, na região do Piemonte, na Itália. A confirmação da morte foi feita pelo movimento Slow Food, que ele fundou, mas a causa não foi divulgada.

Petrini ganhou notoriedade internacional em 1986 ao liderar um protesto contra a abertura de uma filial do McDonald's na Piazza di Spagna, em Roma. Esse ato deu origem à associação Arcigola, que posteriormente se transformou no Slow Food Itália. O Manifesto Slow Food foi assinado em Paris em 1989, reunindo delegações de todo o mundo.

Ele foi eleito presidente do movimento em 1989, cargo que ocupou até 2022, quando passou a liderança para Edward Mukiibi, de Uganda. Mesmo após a transição, Petrini continuou a contribuir como membro do Conselho de Administração.

Sob sua direção, o Slow Food se expandiu para mais de 160 países, promovendo a filosofia do alimento 'bom, limpo e justo', que integra sustentabilidade ambiental, identidade cultural e justiça social. Entre as iniciativas marcantes estão o encontro internacional Terra Madre, as Hortas na África e a Arca do Gosto.

Petrini também foi responsável pela fundação da Universidade de Ciências Gastronômicas em Pollenzo, a primeira instituição acadêmica a oferecer uma abordagem interdisciplinar aos estudos alimentares, formando cerca de 4.000 gastrônomos de 100 países.

Em 2017, ele cofundou as Comunidades Laudato Si', uma rede de grupos locais inspirados na encíclica do Papa Francisco. Além disso, escreveu para diversos jornais italianos, reinvestindo seus ganhos em projetos do Slow Food e da universidade.

As contribuições de Petrini foram reconhecidas globalmente, recebendo doutorados honorários de várias universidades e prêmios da ONU, incluindo o Champions of the Earth em 2013. Ele foi nomeado Embaixador Especial da FAO para o Fome Zero na Europa em 2016.

Em 2004, a revista Time o nomeou 'Herói Europeu', e em 2008, o The Guardian o incluiu na lista das '50 pessoas que poderiam salvar o mundo'. O Slow Food lamentou sua perda, destacando sua famosa frase: 'Quem semeia utopia colhe realidade'.

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