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Impacto do Estado Emocional em Doenças Alérgicas

O estado emocional pode agravar doenças alérgicas como asma e urticária. Especialistas destacam a importância do diagnóstico médico e do controle emocional no tratamento.
Foto: Mulher coçando o pescoço- Metrópoles

Doenças alérgicas, como asma e urticária, podem ser exacerbadas por fatores emocionais, como estresse e ansiedade. Embora o termo 'alergia emocional' não seja reconhecido oficialmente, especialistas indicam que emoções negativas podem intensificar os sintomas.

A alergista Maria Elisa Bertocco Andrade, da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, esclarece que, embora não exista um diagnóstico de alergia emocional, as emoções têm um impacto significativo no funcionamento do corpo. Ela afirma que 'as emoções negativas podem ser um fator que exacerba ou piora as doenças alérgicas'.

O estresse ativa mecanismos biológicos que favorecem a inflamação. Durante momentos de tensão, o corpo libera hormônios que alteram a resposta imunológica, tornando-o mais vulnerável a crises alérgicas. A psicóloga Veruska Vasconcelos, do Hospital Alvorada Moema, explica que o estresse constante aumenta a sensibilidade das células inflamatórias e a liberação de histamina, substância relacionada às reações alérgicas.

Entre as condições mais afetadas estão a asma, dermatite atópica, rinite alérgica e urticária crônica. Pacientes frequentemente relatam que períodos de estresse coincidem com o agravamento dos sintomas. A dermatite atópica, por exemplo, é uma das condições mais visíveis, pois a pele reage rapidamente ao estresse.

Os especialistas alertam para um ciclo vicioso: a ansiedade pode agravar as alergias, enquanto os sintomas alérgicos geram irritação e insegurança emocional. É fundamental que o diagnóstico médico seja realizado para diferenciar entre alergias verdadeiras e manifestações físicas ligadas à ansiedade.

Além do tratamento medicamentoso, o controle emocional é essencial para reduzir as crises. Estratégias como psicoterapia, exercícios físicos e técnicas de relaxamento são recomendadas. Veruska enfatiza que 'ignorar o aspecto psicológico limita o tratamento'.

O acompanhamento integrado entre alergistas e profissionais de saúde mental é considerado uma abordagem eficaz para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Controlar apenas os sintomas físicos, sem considerar os fatores emocionais, pode dificultar o manejo das crises a longo prazo.

A recomendação é buscar avaliação médica sempre que os sintomas alérgicos se tornarem frequentes ou intensos, especialmente em momentos de sobrecarga emocional. O tratamento adequado é crucial para evitar complicações e interromper o ciclo entre estresse e inflamação.

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