O Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER) confirmou a morte do recém-nascido encontrado entre duas paredes no distrito de Cupissura, na Região Metropolitana de João Pessoa. O bebê foi resgatado por equipes de emergência após estar preso entre as paredes de duas casas.
Os socorristas precisaram quebrar parte do muro para alcançar a criança, que foi inicialmente atendida por equipes do Samu e encaminhada para uma unidade de saúde em Alhandra. Posteriormente, foi transferida de helicóptero para o Hospital de Trauma na capital e, em seguida, levada ao Hospital Edson Ramalho. Apesar dos esforços médicos, o bebê não resistiu.
O diretor-geral do hospital, Dr. Aluízio Lopes, informou que o recém-nascido sofreu nove paradas cardiorrespiratórias antes de ter a morte confirmada. Ao ser resgatado, a criança pesava cerca de 1,550 kg e media 35 centímetros, com aproximadamente 30 semanas de gestação.
A mãe do recém-nascido, uma adolescente de 17 anos, foi identificada e prestou depoimento na Delegacia de Alhandra. Sua tia, com quem ela morava, também foi ouvida. A investigação inicial indica que a gravidez foi mantida em sigilo até o parto, e o pai da criança ainda não foi identificado.
Moradores da região relataram à polícia que não perceberam sinais de gestação na jovem. A partir desses relatos, a polícia realizou levantamentos e solicitou exames em mulheres da localidade, levando a adolescente a admitir o parto. Vestígios de sangue foram encontrados na casa onde ela residia, com manchas no quarto e no banheiro, além de marcas que seguiam até o local onde o bebê foi encontrado.
Após o depoimento, a adolescente foi encaminhada para atendimento médico. O caso será acompanhado pela Justiça e órgãos de proteção, devido à menoridade da jovem e ao contexto de vulnerabilidade social identificado.