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EUA pede apoio do Brasil ao governo da Bolívia amid protestos

O secretário adjunto de Estado dos EUA, Christopher Landau, solicitou que o Brasil e outros países da região apoiem o governo da Bolívia em meio a protestos e bloqueios de estradas. As manifestações são vistas como um...
Foto: Confrontos entre a polícia e manifestantes na Bolívia

Em um contexto de crescente agitação social na Bolívia, o secretário adjunto de Estado dos EUA, Christopher Landau, fez um apelo nesta terça-feira para que o Brasil e outras nações vizinhas defendam o governo de Rodrigo Paz. Durante uma palestra em Washington, Landau descreveu as manifestações como uma tentativa de golpe, associando-as a uma

aliança maligna entre a política e o crime organizado

.

Gostaria muito de ver, por exemplo, o Brasil apoiando o processo institucional na Bolívia — afirmou Landau, ressaltando a importância do apoio de países que se consideram defensores da democracia. Ele expressou preocupação com a possibilidade de uma ruptura institucional, afirmando que "isto é um golpe em curso".

Desde o início de maio, o governo de Rodrigo Paz enfrenta uma série de protestos, bloqueios de estradas e paralisações em várias regiões do país. As manifestações, que começaram devido à crise econômica e à alta do custo de vida, rapidamente evoluíram para pedidos de renúncia do presidente e críticas à sua gestão.

Os protestos, inicialmente motivados pela inflação e pela escassez de combustíveis, ganharam força ao reunir diversos grupos, incluindo professores, trabalhadores do transporte, agricultores e organizações indígenas. A tensão aumentou com a participação de sindicatos e movimentos ligados ao ex-presidente Evo Morales, que intensificaram os atos e bloqueios em todo o país.

Entre os dias 17 e 19 de maio, os confrontos em La Paz se intensificaram, com milhares de mineiros e membros da Central Operária Boliviana (COB) marchando em direção à Praça Murillo. Os manifestantes enfrentaram a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e barreiras de contenção, resultando em pelo menos 32 pontos de bloqueio nas rodovias bolivianas.

A paralisação afetou o transporte de combustíveis, alimentos e insumos médicos em várias partes do país, conforme relatado pela imprensa internacional.

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