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Biomarcadores podem acelerar diagnóstico de Alzheimer no SUS

Pesquisador sueco defende a inclusão de biomarcadores sanguíneos no SUS para facilitar o diagnóstico e tratamento do Alzheimer, destacando a importância de exames acessíveis.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A inclusão de biomarcadores sanguíneos no Sistema Único de Saúde (SUS) pode revolucionar o diagnóstico e tratamento do Alzheimer no Brasil. Essa é a avaliação do pesquisador sueco Kaj Blennow, professor de neuroquímica na Universidade de Gotemburgo, que participou do Clinical Research Summit Latin America em Porto Alegre.

Blennow acredita que a combinação de exames clínicos com o teste de Fosfo-Tau 217 pode identificar a doença com 95% de precisão. Este teste, que é minimamente invasivo e realizado por meio de uma simples coleta de sangue, já está disponível em alguns serviços privados no Brasil e é indicado para adultos com sinais de comprometimento cognitivo leve.

O pesquisador enfatiza que um diagnóstico rápido e preciso é essencial para a mudança no tratamento do Alzheimer, afirmando que

toda pessoa com uma doença grave tem o direito ao diagnóstico e ao cuidado médico

.

Blennow também destacou que os biomarcadores sanguíneos representam uma alternativa mais acessível em comparação a exames mais caros, como o PET amiloide, que pode custar cerca de R$ 10 mil. Ele defende que os exames de sangue têm potencial para custar cinco vezes menos e que é fundamental torná-los acessíveis no Brasil.

Atualmente, tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 3.210/2024, que propõe a incorporação do exame de sangue PrecivityAD no SUS. Este teste é capaz de identificar biomarcadores associados à doença de Alzheimer, permitindo um diagnóstico precoce.

O diagnóstico de Alzheimer na rede pública é realizado por meio de avaliações clínicas e neuropsicológicas, enquanto exames de sangue e de imagem não diagnosticam a doença diretamente. Blennow, que tem uma longa trajetória na pesquisa de biomarcadores para doenças neurodegenerativas, ressaltou a importância da educação sobre Alzheimer para a população e profissionais de saúde.

Ele observou que, historicamente, houve confusão entre envelhecimento, demência e Alzheimer, e que ainda há um longo caminho a percorrer na democratização do conhecimento científico sobre a doença.

Blennow, que possui mais de 1.000 publicações científicas e é um dos pioneiros na área, destacou que a evolução dos biomarcadores nos últimos anos é uma história de sucesso para a comunidade científica. Esta foi a primeira vez que ele apresentou uma palestra no Brasil.

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