A República Democrática do Congo (RDC) enfrenta um grave surto de Ebola, que já resultou em pelo menos 100 mortes e mais de 390 casos suspeitos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a situação como uma
emergência de saúde pública de importância internacional
.
Seis cidadãos norte-americanos estão sob monitoramento após terem sido expostos ao vírus, com um deles apresentando sintomas. Informações indicam que o grupo pode ter sido levado para uma base militar nos Estados Unidos, embora essa informação não tenha sido confirmada.
O surto atual é causado pela cepa Bundibugyo do vírus Ebola, que não possui medicamentos ou vacinas aprovados. Autoridades da RDC alertam sobre o risco de transmissão para além das fronteiras, devido ao deslocamento populacional e conflitos na região leste do país.
Este é o 17º surto de Ebola registrado no Congo desde 1976, e o surto anterior foi encerrado em dezembro do ano passado. A OMS, juntamente com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África e o CDC dos EUA, está coordenando a resposta ao surto, que inclui vigilância, testes laboratoriais e rastreamento de contatos.
Os sintomas do Ebola podem aparecer entre dois e 21 dias após a infecção, e incluem febre alta, cansaço extremo e dor de cabeça, que são semelhantes aos de uma gripe.