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Morte do policial Felipe Marques Monteiro após um ano de recuperação

Felipe Marques Monteiro, policial civil, faleceu após mais de um ano lutando contra as consequências de um tiro de fuzil na cabeça durante uma operação. Ele se tornou um símbolo de resistência no Rio de Janeiro.
Foto: policial

O policial civil Felipe Marques Monteiro, que faleceu no último domingo, tornou-se um símbolo de resistência nas forças de segurança do Rio de Janeiro após sobreviver por mais de um ano a um tiro de fuzil na cabeça. Ele era copiloto do helicóptero da Polícia Civil e foi baleado em março de 2025 durante uma operação aérea na Vila Aliança, em Bangu, contra uma quadrilha especializada em roubos de vans.

O disparo, que atravessou a testa e perfurou o crânio do policial, o deixou em estado gravíssimo. Apesar da gravidade, Felipe sobreviveu e enfrentou uma longa batalha que incluiu cirurgias complexas, meses em coma e um intenso processo de reabilitação. Integrante do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), ele atuava em operações de alto risco.

O ataque ocorreu em 20 de março de 2025, durante a Operação Torniquete, que visava combater uma quadrilha investigada por roubos de vans na Zona Oeste do Rio. Enquanto a aeronave sobrevoava a comunidade, criminosos abriram fogo, atingindo Felipe. Ele foi inicialmente socorrido no Hospital Municipal Miguel Couto e, posteriormente, transferido para o Hospital São Lucas Copacabana.

Os médicos relataram que Felipe passou mais de sete meses em cuidados intensivos, enfrentando múltiplas neurocirurgias e permanecendo em coma durante parte do tratamento. O tiro causou danos significativos na estrutura craniana, levando à necessidade de uma prótese craniana para reconstrução da área afetada. Após cerca de nove meses internado, ele recebeu alta em dezembro de 2025 e iniciou a reabilitação.

Apesar da recuperação inicial, Felipe enfrentou complicações severas nos meses seguintes, incluindo infecções e sangramentos intracranianos, que resultaram em novas internações e procedimentos cirúrgicos. Dias antes de sua morte, sua esposa relatou nas redes sociais que ele estava lidando com uma infecção agressiva e recebia medicações intensivas.

A morte de Felipe foi confirmada pela família em uma mensagem publicada em seu perfil oficial, descrevendo-o como "um guerreiro do início ao fim". Durante seu período de internação, ele mobilizou correntes de oração e homenagens de colegas das forças de segurança. Um dos suspeitos de envolvimento no ataque foi preso meses após a operação, enquanto outros continuam sendo procurados.

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