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Paraíba pode ter seis representantes na seleção brasileira em Copas do Mundo

A Copa do Mundo 2026 está logo aí, faltam 25 dias para este grande evento de futebol. Na segunda-feira (18), o técnico italiano Carlo Ancelotti irá convocar os 26 representantes brasileiros que vestirão a camisa da se.....
Foto: Maestro Júnior, pela seleção brasileira (Foto: Reprodução / UOL)

A Copa do Mundo 2026 está logo aí, faltam 25 dias para este grande evento de futebol. Na segunda-feira (18), o técnico italiano Carlo Ancelotti irá convocar os 26 representantes brasileiros que vestirão a camisa da seleção. Mas alguns paraibanos já tiveram a oportunidade de usar a Verde-Amarela em outras edições.

Quatro atletas já representaram o estado no cenário mundial e, com a próxima convocação, a Paraíba pode chegar aos seis jogadores com participações em copas.

Índio, Júnior, Mazinho e Hulk foram os primeiros a colocarem o manto da seleção no peito.

‘É meu maior prazer vê-los brilhar’

Maestro Júnior, pela seleção brasileira (Foto: Reprodução / UOL)

Em pé, da esquerda para a direita: Djalma Santos, Bellini, Zózimo, Nilton Santos, Gylmar e Roberto Belangero. Agachados: Garrincha, Evaristo, Índio, Didi, Joel e Mário Américo (Foto: Reprodução)

Índio, primeiro paraibano a vestir a camisa da seleção brasileira (Foto: Reprodução)

‘O herói de 57’. Aluísio Francisco da Luz, mais conhecido como Índio, é natural de Cabedelo. Com uma trajetória marcante no futebol, foi o primeiro paraibano a disputar uma Copa do Mundo e um dos pioneiros entre os jogadores nordestinos a vestir a camisa do Brasil. Com a seleção, entrou em campo em 1954 e, também, nas Eliminatórias de 1957, e classificou o Brasil para a Copa da Suécia, em 1958.

Excelente jogador, o ex-atacante foi destaque tanto na seleção quanto nos clubes por onde passou. O mais marcante foi o Flamengo, durante a década de 1950. Pelo Rubro-Negro, marcou época ao celebrar o tricampeonato carioca (1953, 1954 e 1955) e ser o artilheiro dessas campanhas. O paraibano também assumiu as cores do Corinthians.

‘O maestro’. Leovegildo Lins da Gama Júnior, o “Maestro Júnior”, é natural de João Pessoa e ex-lateral. O esportista jogou as Copas do Mundo de 1982 e 1986 e, assim com o Índio, tem uma relação especial com o Clube de Regatas carioca. Revelado no time da Gávea, os bons resultados realizados no clube conduziram-no à Canarinho. Maestro foi um dos destaques do histórico time de 1982 — quando a Amarelinha terminou na 5ª colocação.

‘Campeão do mundo!’

‘Embala Neném’ de Bebeto, Romário e Mazinho (Foto: Getty Images

Mazinho finaliza em duelo entre Brasil e Suécia, pela Copa de 1994. (Foto: Getty Images)

Seleção Brasileira na final da Copa América contra o Uruguai, no Maracanã em 1989. Em pé, Mazinho, Taffarel, Mauro Galvão, Ricardo Gomes, Aldair e Branco. Agachados: Bebeto, Romário, Silas, Dunga e Valdo (Foto: UOL)

Iomar do Nascimento, o Mazinho, começou a atuar, ainda na base, como ponta-esquerda. Depois, já como profissional, passou por algumas mudanças e, quando passou a integrar o elenco do Palmeiras, assumiu o meio campo. Mas foi na lateral esquerda que encontrou a sua posição.

Natural de Santa Rita, é o único paraibano campeão com a seleção brasileira. O feito veio quando se encaminhava para o fim de um ciclo, em 1994, coroando a sua trajetória da melhor forma: com a taça. A Copa do Mundo de 1994 foi realizada nos Estados Unidos. À época, o Brasil derrotou a Itália na final e conquistou o tetracampeonato.

Geração 2000

‘O incrível Hulk’. Givanildo Vieira de Sousa, ou o ‘Incrível Hulk’ ou, ainda, como cantam apaixonadamente os torcedores do Atlético-MG: “Hulk Paraíba, nós gostamos de você”, foi mais um dos paraibanos que vestiram a camisa do Brasil em edições de Copa do Mundo.

O atacante, que agora integra o elenco do Fluminense, participou da sua primeira Copa em 2014, mas antes, já havia sido chamado para representar o Brasil na Copa das Confederações de 2013 (campeão), Olímpiadas 2012 (medalha de prata) e Copa América 2026. Em 2009, foi quando estreou pela Verde-Amarela, após ser convocado por Dunga para os amistosos.

De lá para cá, só voltou a vestir o uniforme do Brasil em 2021, quando o então técnico Tite o chamou para os jogos das Eliminatórias da Copa de 2022. À época, retornava à seleção após cinco anos.

As esperanças do hexa

Em junho, o mundo e, em especial, os brasileiros, voltam seus olhares para um sonho há muito desejado: o hexacampeonato mundial. E, para alcançar este desejo, na próxima segunda-feira (18), o técnico Ancelotti irá, finalmente, anunciar os 26 selecionados para ir em busca de mais um título internacional.

Dois paraibanos podem ter os seus nomes inscritos na lista que traz a esperança da sexta taça.

O atacante Matheus Cunha, do Manchester United, pode, enfim, integrar o elenco oficial da seleção, após ter sido deixado de fora em 2022. Uma das principais peças do atual plantel, o jogador foi chamado pelo italiano em todas as listas da pré-Copa. Protagonizando bons momentos também no clube, o jogador vem carimbando, ainda mais, seu nome no mundial.

Do outro lado, na lateral, Douglas Santos é o segundo paraibano com um pé na Copa 2026. Mas ainda de forma tímida, vem se firmando jogo a jogo e, nas oportunidades que teve com a Amarelinha, viveu alguns momentos de bom destaque, mas ainda é um nome que inspira dúvidas. Apesar disso, o técnico italiano já demonstrou gostar bastante do atleta.

Hulk comemora gol marcado pela seleção brasileira (Foto: Leo Correa / MoWA Press)

Matheus Cunha, pela seleção brasileira (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

Douglas Santos, pela seleção brasileira (Foto: @rafaelribeirorio / CBF)

A expectativa é que ambos sejam anunciados na convocação oficial e, caso sejam chamados, a Paraíba chegará a seis jogadores representando a camisa da seleção brasileira em edições de Copas do Mundo.

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