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Estreia de documentário sobre Jair Bolsonaro enfrenta dificuldades nas salas de cinema

O documentário 'A Colisão dos Destinos', que narra a trajetória de Jair Bolsonaro, teve uma estreia marcada por baixa ocupação nas salas de cinema e distribuição limitada em várias regiões do Brasil.
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A estreia do documentário 'A Colisão dos Destinos', que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorreu em meio a uma fraca ocupação nas salas de cinema. Dirigido por Doriel Francisco e produzido pela Dori Filmes, o filme de aproximadamente 70 minutos foi exibido em 17 estados, mas não alcançou o circuito Rio-São Paulo, um dos mais relevantes para o cinema nacional.

Informações sobre a estreia indicam que muitas sessões tiveram baixa venda de ingressos, resultando em salas quase vazias em diversas cidades, incluindo algumas no interior de São Paulo. Em algumas localidades, como Itapetininga, apenas duas reservas de assentos foram registradas, enquanto em outras cidades, a ocupação não ultrapassou dez poltronas por sessão.

O documentário se destaca não apenas pelo seu conteúdo, mas também pela sua origem. O roteiro é de responsabilidade de Doriel Francisco e William Alves, enquanto o argumento é creditado ao deputado federal Mario Frias e ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A Dori Filmes, com sede em Brasília, é a responsável pela distribuição independente do longa.

Prometendo uma 'versão humanizada' da trajetória de Bolsonaro, o filme inclui depoimentos de familiares e aliados políticos, mas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não participa da produção. Entre os entrevistados estão filhos e deputados como Nikolas Ferreira, Hélio Lopes e Gil Gilmiz.

Além das dificuldades nas salas de cinema, o documentário também levanta questões sobre seu financiamento. Entre abril e julho de 2024, Mario Frias teria destinado R$ 22.432 à produtora através de cota parlamentar, afirmando que sua contribuição foi pontual e relacionada à articulação de agenda com a família do ex-presidente. Ele classificou os valores como baixos em comparação ao custo total da produção.

Adicionalmente, uma organização ligada ao diretor, a Associação Passos da Liberdade, recebeu R$ 860 mil em emendas parlamentares, provenientes de Frias, do deputado Marcos Pollon e de Eduardo Bolsonaro.

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