O encontro dos chanceleres do Brics, realizado na Índia, terminou sem uma declaração conjunta, refletindo desentendimentos entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos sobre a guerra no Oriente Médio. A presidência indiana divulgou uma declaração que resume consensos e destaca as divergências.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, comentou que o vice-ministro das Relações Exteriores dos Emirados, Khalifa Shaheen Al Marar, focou apenas na guerra e nas respostas do Irã aos Estados Unidos. Araghchi lamentou a situação, afirmando que teve que explicar a posição do Irã aos presentes, ressaltando que os Emirados se alinharam aos Estados Unidos e a Israel.
Por sua vez, Al Marar rejeitou as alegações do Irã, afirmando que o país continuou a realizar ataques terroristas, desrespeitando resoluções internacionais. O grupo de ministros não conseguiu concordar sobre dois pontos importantes relacionados à situação na Faixa de Gaza e à crise no Iémen.
Os ministros reafirmaram a importância da unificação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza sob a Autoridade Palestina, além de enfatizarem o direito do povo palestino à autodeterminação. Também pediram apoio internacional para reformas na Autoridade Palestina, visando atender às aspirações de independência dos palestinos.
Além disso, os ministros destacaram a necessidade de garantir a liberdade de navegação no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, e incentivaram esforços diplomáticos para abordar as causas do conflito no Iémen, bem como a urgência de enfrentar a crise humanitária na região.