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Freira enfrenta desafios de saúde após diagnósticos de câncer

A freira Alciane Maria da Silva, de 40 anos, superou dois cânceres e agora lida com diabetes tipo 2, adaptando sua rotina e mantendo a espiritualidade como apoio.
Foto: Metropoles

A trajetória da freira pernambucana Alciane Maria da Silva, de 40 anos, é marcada por diagnósticos graves que mudaram sua rotina nos últimos anos. O primeiro diagnóstico foi um câncer de intestino, há sete anos, que resultou em uma colostomia, exigindo adaptações físicas e emocionais. Após um período de recuperação, novos sintomas surgiram, como cansaço extremo e desmaios, levando-a novamente ao hospital.

Exames revelaram Leucemia Mieloide Aguda (LMA), um câncer do sangue que requer tratamento imediato. Alciane iniciou um tratamento agressivo, com 12 sessões de quimioterapia e duas de radioterapia. Diante da resposta clínica, foi necessário um transplante de medula óssea, para o qual ela encontrou um doador compatível após seis meses de espera.

A onco-hematologista Sabrina Brant, do Hospital Sírio-Libanês, explica que a ocorrência de câncer de intestino e leucemia mieloide aguda pode ser independente, mas alguns pacientes desenvolvem neoplasias hematológicas após tratamentos oncológicos. Ela ressalta que, embora raros, os riscos de leucemias secundárias podem estar associados a quimioterapia e radioterapia.

Após o transplante e o fim do tratamento, Alciane entrou em remissão e retomou suas atividades diárias, incluindo seu trabalho com crianças e adolescentes em Goiás. O acompanhamento médico continua essencial para monitorar sinais de recaída e efeitos tardios do tratamento.

Recentemente, Alciane recebeu um novo diagnóstico: diabetes tipo 2, que a levou a usar insulina três vezes ao dia. A adaptação a essa nova condição tem sido desafiadora, mas ela está se ajustando. Segundo Brant, medicamentos utilizados durante o tratamento oncológico podem contribuir para o desenvolvimento de diabetes.

Apesar das dificuldades, Alciane mantém uma rotina focada em cuidados com a saúde, alimentação e espiritualidade, que considera fundamental para enfrentar os desafios.

Vivo a vida com muita alegria e entusiasmo. A oração é o que me move e faz toda a diferença no meu dia a dia

, afirma. Sua história exemplifica a possibilidade de reconstruir a vida diante de diagnósticos complexos.

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