Cuba enfrenta uma severa crise energética desde o final de janeiro, quando os Estados Unidos começaram a ameaçar represálias a qualquer país que fornecesse petróleo à ilha. Essa situação resultou em apagões prolongados, com cortes de energia em Havana ultrapassando 19 horas diárias e algumas províncias enfrentando dias sem eletricidade.
Recentemente, o governo cubano anunciou que suas reservas de combustível estavam esgotadas, provocando protestos em Havana. A tensão entre Cuba e os EUA se intensificou, com o governo de Donald Trump sinalizando que a ilha voltou a ser uma prioridade em sua agenda.
Em meio a essa crescente tensão, autoridades dos EUA fizeram declarações sobre uma possível operação militar para 'assumir' o controle de Cuba. Trump, em março, declarou que seria uma 'honra' para ele tomar Cuba, afirmando: 'Eu posso libertá-la ou conquistá-la, acho que posso fazer o que quiser com ela'.
Em resposta, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que 'nenhum agressor, por poderoso que seja, encontrará rendição em Cuba'. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também se manifestou, considerando a situação em Cuba 'inaceitável' e prometendo que Washington resolveria o problema.
Além das declarações, agências militares dos EUA aumentaram os voos de vigilância nas proximidades de Cuba, o que especialistas interpretam como uma estratégia de intimidação. O diretor da CIA, John Ratcliffe, se reuniu com autoridades cubanas, confirmando que os EUA estão dispostos a discutir temas econômicos e de segurança, caso Cuba faça 'mudanças fundamentais'.
O Departamento de Estado dos EUA também anunciou que está preparado para oferecer US$ 100 milhões em ajuda ao povo cubano, caso Havana autorize. O presidente cubano respondeu que a melhor forma de ajudar Cuba seria suspender o embargo econômico, que ele considera responsável pela crise humanitária.
Por fim, os EUA planejam indiciar o ex-presidente cubano Raúl Castro, com procuradores federais preparando uma acusação relacionada a um incidente de 1996 que resultou na queda de aviões operados por exilados cubanos. Essa ação marca um novo capítulo nas relações tensas entre os dois países.