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Desentendimentos entre Irã e Emirados marcam reunião do Brics

Durante o primeiro dia de reuniões dos ministros das Relações Exteriores do Brics, Irã e Emirados Árabes Unidos se desentenderam devido à guerra no Oriente Médio. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, comentou sobre o...
Foto: Metropoles

O encontro inicial dos ministros das Relações Exteriores dos países do Brics, realizado na Índia, foi marcado por tensões entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, relatou que o vice-ministro das Relações Exteriores dos Emirados, Khalifa Shaheen Al Marar, focou suas intervenções na guerra no Oriente Médio e nas respostas do Irã aos Estados Unidos em território emiradense.

Araghchi expressou que o Irã não tinha a intenção de discutir o tema para manter a unidade do bloco. Ele descreveu a situação como 'verdadeiramente lamentável' e sentiu a necessidade de esclarecer aos presentes que, embora normalmente não abordem tais questões, havia limites a serem respeitados.

O chanceler iraniano também afirmou que os Emirados Árabes Unidos se posicionaram ao lado dos Estados Unidos e de Israel durante o conflito. Em meio às discussões, ele aconselhou o representante dos Emirados a reconsiderar suas alianças, afirmando que 'o regime sionista [Israel] e os Estados Unidos não podem trazer segurança para eles'.

Desde o início do conflito, o Irã intensificou ataques a países vizinhos, especialmente no Golfo Pérsico, como forma de retaliação. Os Emirados Árabes Unidos relataram que 2.819 mísseis e drones iranianos foram lançados contra seu território desde o final de fevereiro, afetando não apenas alvos militares, mas também infraestruturas civis.

A relação entre os dois países se deteriorou ainda mais após uma suposta visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aos Emirados, que foi negada pelo Ministério das Relações Exteriores emiradense. Teerã interpretou o evento como um sinal de cumplicidade entre os Emirados, os EUA e Israel.

Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, reiterou que o país não busca guerra com seus vizinhos, mas se defende de agressões. Ele destacou que o Irã já havia alertado os países da região para não apoiarem os agressores antes do início do conflito.

A reportagem tentou obter uma resposta do governo dos Emirados Árabes Unidos sobre as acusações do Irã, mas até o momento não houve retorno.

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