Os Estados Unidos estão acompanhando 41 pessoas devido a uma possível exposição ao hantavírus, após um surto identificado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius. A informação foi divulgada pelo CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) na última quinta-feira.
O monitoramento começou com 18 passageiros repatriados, que foram trazidos das Ilhas Canárias, na Espanha, para os EUA. O grupo incluía 17 cidadãos americanos e um britânico com dupla nacionalidade, após a confirmação do surto.
O aumento no número de pessoas sob monitoramento se deve à necessidade de rastrear contatos indiretos relacionados ao surto. O CDC informou que estados como Geórgia, Texas, Arizona, Califórnia, Virgínia e Nova Jersey estão acompanhando indivíduos que desembarcaram do navio ou que possam ter sido expostos ao vírus durante suas viagens.
Os departamentos de saúde estaduais têm monitorado a situação diariamente, incluindo a verificação de sintomas e temperatura — afirmou Brendan Jackson, especialista do CDC em patógenos de alto risco. A quarentena recomendada para os monitorados é de seis semanas.
Do grupo de repatriados, 16 pessoas foram encaminhadas ao Centro Médico da Universidade de Nebraska, que possui estrutura especializada para doenças infecciosas. Outras duas foram levadas para a Universidade Emory, em Atlanta, onde um dos passageiros apresentava sintomas.
Após o desembarque, houve confusão sobre a necessidade de quarentena para os repatriados. Autoridades de saúde esclareceram que nem todos os monitorados estão isolados em unidades hospitalares, mas muitos receberam orientações para limitar contatos sociais e observar sintomas durante o período de incubação.
O surto no navio está relacionado à cepa Andes do hantavírus, que é a única com potencial de transmissão entre humanos. Diferentemente de outras cepas, que são transmitidas por contato com excrementos de roedores, a cepa Andes pode se espalhar em situações de contato próximo e prolongado.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou a presença de oito casos da cepa Andes entre os passageiros do MV Hondius e informou que três pessoas que estiveram a bordo faleceram. Apesar disso, a organização considera baixo o risco de uma pandemia global.