A inclusão de Ricardo Magro, empresário à frente do Grupo Refit e da Refinaria de Manguinhos, na Difusão Vermelha da Interpol foi anunciada pela Polícia Federal. A medida faz parte da Operação Sem Refino, que também investiga o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e resultou no bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros.
A decisão de incluir Magro na lista internacional foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, que também permitiu a execução de 17 mandados de busca e apreensão, além de sete afastamentos de funções públicas e a suspensão das atividades das empresas envolvidas na investigação.
A Operação Sem Refino investiga um conglomerado do setor de combustíveis, suspeito de utilizar uma estrutura financeira para ocultar patrimônio e evadir recursos. As apurações revelam indícios de fraudes fiscais e conexões entre organizações criminosas e agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.
Ricardo Magro, de 51 anos, é uma figura polêmica no mercado de combustíveis. Formado em Direito, ele assumiu a Refinaria de Manguinhos em 2008. Desde então, a Refit tem enfrentado diversas disputas legais e é considerada uma das maiores devedoras de ICMS do Brasil, frequentemente associada a discussões sobre sonegação fiscal.
Magro, que reside em Miami desde 2016, já foi alvo de outras investigações, incluindo a Operação Recomeço, que apurou desvios de recursos de fundos de pensão. Mais recentemente, seu nome foi mencionado na Operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital no setor de combustíveis. Ele nega irregularidades e afirma ter colaborado com as autoridades.
Fonte: Metropoles