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Síndrome da Fadiga Crônica: Impactos e Sintomas da Condição

A síndrome da fadiga crônica causa exaustão intensa e persistente, afetando a concentração e a qualidade de vida dos pacientes. Especialistas destacam a importância do diagnóstico e tratamento adequados.
Foto: Metropoles

Acordar cansado e sentir dificuldade para manter a concentração são sinais de uma condição debilitante conhecida como síndrome da fadiga crônica, ou encefalomielite miálgica. Essa síndrome provoca uma exaustão intensa que não melhora com o repouso e pode gerar uma sensação de 'névoa mental', dificultando o raciocínio e a organização dos pensamentos.

A neurologista Ana Letícia Moraes, do Hospital Samaritano Higienópolis, explica que a síndrome é uma condição neurológica relacionada a alterações no sistema nervoso autônomo e no fluxo sanguíneo cerebral. Muitos pacientes relatam que os sintomas surgiram após infecções, especialmente virais, resultando em fadiga intensa e intolerância a atividades físicas.

O neurologista Sérgio Jordy, da Rede D’Or, ressalta que a fadiga crônica vai além do cansaço comum, apresentando sintomas como lapsos de memória, dificuldade de concentração e distúrbios do sono. Um dos sintomas mais notáveis é a 'névoa mental', que afeta a função executiva do cérebro, dificultando o planejamento e a resolução de problemas.

Os especialistas alertam que a síndrome é frequentemente confundida com estresse e depressão, embora apresente características distintas. O diagnóstico é clínico e depende da exclusão de outras condições que também causam fadiga, uma vez que não há exames específicos para confirmá-la.

O tratamento é individualizado e pode envolver uma equipe multidisciplinar, incluindo neurologistas e fisioterapeutas. As estratégias incluem pausas frequentes, controle do sono e, quando necessário, medicamentos para dor e distúrbios do sono. O reconhecimento precoce dos sintomas é crucial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A síndrome da fadiga crônica, embora pouco conhecida, pode impactar profundamente a rotina dos pacientes. Especialistas enfatizam que o cansaço persistente não deve ser normalizado, especialmente quando acompanhado de dificuldades cognitivas e exaustão desproporcional.

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