O presidente da China, Xi Jinping, afirmou que a relação entre seu país e os Estados Unidos será crucial em um momento de incerteza global. Durante um encontro com o presidente Donald Trump em Pequim, Xi ressaltou que o mundo está observando atentamente a interação entre as duas potências.
Em seu discurso, Xi questionou se os dois países poderiam, em prol do bem-estar da humanidade, construir um futuro mais promissor para suas relações. Ele observou que o cenário internacional está passando por transformações sem precedentes e que a situação é fluida e turbulenta.
O líder chinês enfatizou que os interesses comuns entre China e Estados Unidos superam as diferenças, defendendo que a cooperação é benéfica para ambos e para o mundo. Ele destacou que o sucesso de uma nação representa uma oportunidade para a outra e que uma relação bilateral estável é positiva no contexto internacional.
Trump, por sua vez, adotou um tom otimista ao comentar sobre a relação com Xi, considerando o encontro uma honra e vislumbrando um futuro promissor para os laços bilaterais. Ele elogiou Xi como um grande líder e expressou sua impressão positiva sobre a recepção na China.
Este é o segundo encontro presencial entre Trump e Xi em menos de um ano. No último encontro, realizado em outubro de 2025, ambos anunciaram acordos e concordaram em pausar a guerra comercial. No entanto, a reunião atual ocorre em meio a um conflito em andamento no Irã, onde Trump tem pressionado a China a usar sua influência para avançar nas negociações.
Além do Irã, Trump também deve abordar com Xi a situação da Rússia e as conversas de paz com a Ucrânia. Têm surgido tensões entre os dois países, especialmente após acusações de testes nucleares secretos por parte da China, que Pequim nega.
Outro tema delicado é Taiwan, onde os EUA têm fornecido armas, irritando a China. Trump mencionou que discutirá o fornecimento de armas para a ilha durante a reunião. Além das questões geopolíticas, os líderes também devem abordar temas econômicos e tecnológicos, como inteligência artificial e tarifas.
Assessores do governo Trump expressaram preocupações sobre o avanço da inteligência artificial na China e a necessidade de um canal de comunicação para evitar conflitos. O encontro pode facilitar discussões sobre comércio e investimentos, além de prorrogar o tratado que interrompeu a guerra comercial entre os dois países.