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Relatório israelense aponta violência sexual do Hamas em ataque de outubro

Um relatório israelense acusa o Hamas de perpetrar violência sexual em larga escala durante o ataque de 7 de outubro de 2023 e no cativeiro de reféns. O documento, com 300 páginas, é resultado de uma investigação de d...

Um novo relatório de uma comissão israelense, divulgado em 12 de outubro de 2023, traz graves acusações contra o Hamas e outros grupos palestinos, afirmando que houve 'violência sexual sistemática' durante o ataque de 7 de outubro de 2023, que deu início a um conflito em Gaza. O documento, que possui 300 páginas, foi elaborado por uma jurista israelense e complementa investigações anteriores, incluindo as da ONU.

A investigação abrange tanto o dia do ataque quanto o período em que os reféns foram mantidos em cativeiro. Após dois anos de trabalho, a comissão concluiu que 'a violência sexual e de gênero foi sistemática, em larga escala e constituiu parte dos ataques de 7 de outubro e suas consequências'.

O relatório destaca que, em diversos locais e fases do ataque, o Hamas e seus aliados utilizaram táticas de violência sexual e tortura. Os crimes foram descritos como extremamente cruéis, causando profundo sofrimento humano, frequentemente com o intuito de intensificar o terror e a humilhação das vítimas.

Baseado em uma ampla documentação, que inclui depoimentos de sobreviventes, entrevistas e material visual, o relatório afirma que a violência sexual foi um elemento central do ataque e do cativeiro. Um dos testemunhos citados é de Raz Cohen, que relatou ter presenciado atos de violência sexual durante o ataque.

Além disso, o documento foi divulgado em um momento em que o 'The New York Times' publicou uma investigação sobre alegações de violência sexual contra detidos palestinos por parte de autoridades israelenses, acusações que foram firmemente negadas por Israel.

Os autores do relatório analisaram mais de 10 mil fotografias e vídeos, totalizando mais de 1.800 horas de material visual, e realizaram mais de 430 entrevistas com sobreviventes e testemunhas. A comissão concluiu que os atos de violência sexual configuram crimes de guerra e crimes contra a humanidade, segundo o direito internacional.

Desde que as acusações foram levantadas, o Hamas tem negado qualquer envolvimento em tais atos. O ataque de 7 de outubro resultou na morte de 1.221 pessoas do lado israelense, a maioria civis, e no sequestro de 251 indivíduos, com 41 deles falecendo em cativeiro.

A resposta militar de Israel devastou a Faixa de Gaza, onde mais de 72 mil pessoas foram mortas, de acordo com dados do Ministério da Saúde local. Em resposta à situação, a África do Sul iniciou um processo na Corte Internacional de Justiça, acusando Israel de genocídio em Gaza.

A ONU estima que cerca de 80% dos edifícios em Gaza foram destruídos ou danificados durante o conflito.

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