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Sintomas discretos das ISTs exigem atenção médica

Infecções sexualmente transmissíveis podem ser assintomáticas ou apresentar sinais discretos, levando ao diagnóstico tardio e complicações. Especialistas alertam para a importância da investigação precoce.
Foto: Ilustração de vírus do HIV no sangue

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) muitas vezes não se manifestam de forma intensa, apresentando sintomas sutis que podem ser facilmente confundidos com outras condições. Essa característica pode resultar em diagnósticos tardios, aumentando o risco de complicações e a transmissão para outras pessoas.

De acordo com a infectologista Giovanna Marssola, do Hospital Samaritano Higienópolis, infecções como HPV, sífilis, hepatites e HIV podem permanecer assintomáticas por longos períodos.

Mesmo manifestações discretas merecem investigação, porque o diagnóstico precoce reduz complicações e interrompe a cadeia de transmissão

, afirma.

Entre os sinais frequentemente ignorados estão pequenas feridas, corrimentos leves, verrugas, ardência ao urinar e coceira. Muitas vezes, esses sintomas desaparecem sem tratamento, levando as pessoas a subestimar a gravidade da situação. A infectologista Eliana Bicudo, do Hospital Santa Lúcia Norte, destaca que a sífilis é uma das ISTs mais traiçoeiras, com uma lesão inicial que pode ser confundida com uma espinha.

Além disso, os sintomas iniciais do HIV, como febre, dor de garganta e aumento de gânglios, podem ser confundidos com viroses comuns, desaparecendo em poucos dias. Mesmo na ausência de sintomas, a infecção continua ativa, permitindo a transmissão da doença sem que a pessoa tenha consciência disso.

A infectologista Sumire Sakabe, do Hospital Nove de Julho, ressalta que a falta de sintomas não diminui os riscos associados às ISTs. O HIV não tratado pode causar danos significativos ao sistema imunológico, enquanto a sífilis não tratada pode levar a complicações neurológicas e perda auditiva. A clamídia, por sua vez, está relacionada ao aumento do risco de infertilidade feminina.

Os médicos recomendam que qualquer sintoma persistente após relações sexuais desprotegidas, mesmo que leve, deve ser avaliado. Sintomas como ardência ao urinar, lesões, manchas na pele e febre inexplicada são motivos para buscar ajuda médica. Além disso, a realização de exames periódicos para ISTs é essencial para pessoas sexualmente ativas, mesmo na ausência de sinais.

A testagem regular é uma das principais estratégias para interromper a transmissão e evitar complicações. Atualmente, várias ISTs têm tratamentos eficazes, e algumas, como hepatite B e HPV, podem ser prevenidas por vacinas. Para o HIV, métodos como a PrEP têm se mostrado eficazes na redução do risco de infecção.

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