A confiança dos eleitores americanos na gestão econômica do presidente Donald Trump está em queda, conforme aponta uma pesquisa divulgada pelo Financial Times. O estudo, realizado pela Focaldata, mostra que 58% dos entrevistados desaprovam a forma como Trump lida com a inflação e o custo de vida, questões que se tornaram prioritárias para os cidadãos.
Além da inflação, mais da metade dos participantes da pesquisa expressou insatisfação com a atuação do presidente em áreas como emprego, economia geral e política externa. As críticas à política comercial do governo também são significativas, com 55% dos eleitores afirmando que as tarifas impostas prejudicaram a economia dos Estados Unidos.
A pesquisa foi realizada em um contexto de intensificação do conflito no Oriente Médio, que já impacta o mercado global de petróleo. O preço médio da gasolina nos Estados Unidos subiu para cerca de US$ 4,60 por galão, quase 50% acima do nível anterior ao agravamento do conflito. Apesar disso, Trump declarou que os preços permanecem 'muito baixos'.
A desaprovação em relação à condução da guerra contra o Irã também é notável, com 54% dos eleitores criticando a abordagem do presidente. Entre os republicanos, cerca de 20% também expressaram insatisfação, evidenciando divisões dentro do próprio partido.
A avaliação geral do governo de Trump também reflete esse desgaste, com 54% dos eleitores desaprovando seu desempenho, enquanto apenas 39% o aprovam. Entre os independentes, a rejeição é ainda maior, superando 58%.
Com as eleições de meio de mandato se aproximando, os democratas parecem ter uma vantagem na disputa pelo Congresso, com uma diferença de oito pontos em relação aos republicanos entre os eleitores registrados. O desgaste econômico e a queda na popularidade do presidente podem abrir espaço para uma possível virada democrata nas eleições de novembro.
A Casa Branca, ao ser questionada sobre os resultados da pesquisa, minimizou as preocupações, afirmando que cortes de impostos e desregulamentação mantêm a economia em uma 'trajetória sólida'. O governo espera que a redução das tensões no setor energético contribua para a queda nos preços da gasolina e a desaceleração da inflação.