O governo russo anunciou a aceitação de um cessar-fogo temporário na guerra com a Ucrânia, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A trégua está programada para ocorrer entre os dias 9 e 11 de maio e inclui a troca de mil prisioneiros de guerra de cada lado.
Yuri Ushakov, assessor do presidente Vladimir Putin, confirmou a adesão da Rússia à iniciativa após conversas entre representantes russos e norte-americanos.
Em nome do presidente Vladimir Vladimirovich Putin, confirmo a aceitação, por parte da Rússia, da iniciativa recentemente proposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump — declarou Ushakov.
O principal objetivo do cessar-fogo é facilitar a troca humanitária de prisioneiros no formato de mil por mil. O Kremlin também informou que os Estados Unidos atuaram diretamente junto ao governo ucraniano para viabilizar o acordo.
A trégua coincide com as celebrações do Dia da Vitória, uma data significativa para a Rússia, que marca a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. Ushakov ressaltou que a proposta ter sido agendada para este feriado possui um "significado especial" para Moscou.
Trump anunciou o acordo em suas redes sociais, expressando esperança de que a medida represente "o começo do fim" da guerra. Ele agradeceu a concordância de Putin e do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que também confirmou o entendimento e afirmou que Kiev está organizando a troca de prisioneiros.
Apesar do acordo, as relações entre Moscou e Kiev permanecem tensas. Zelensky criticou o Kremlin, acusando a Rússia de usar a pausa nos combates como uma manobra política.
Eles querem permissão da Ucrânia para realizar seu desfile em segurança por uma hora e depois continuar matando nosso povo — afirmou o presidente ucraniano.
A trégua ocorre em um contexto de crescente tensão interna na Rússia, com relatos de que o Kremlin intensificou a segurança presidencial devido a temores de conspirações e ameaças contra Putin.