A deputada democrata Sydney Kamlager-Dove, copresidente do Brazil Caucus, manifestou satisfação após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Ela destacou a importância de uma mensagem positiva proveniente do encontro e expressou a esperança de que a administração americana busque aproximar o Brasil, em vez de afastá-lo.
Os presidentes se reuniram na Casa Branca, onde, após três horas de diálogo, ambos consideraram a conversa produtiva. Trump elogiou Lula, chamando-o de 'bom homem' e 'cara inteligente', enquanto o presidente brasileiro se mostrou otimista em relação à parceria com os EUA, mencionando até um 'amor à primeira vista' com o republicano.
Kamlager-Dove enfatizou que o Brasil é um parceiro essencial na América Latina e lamentou que a política externa do governo Trump tenha sido influenciada por pessoas que buscam enfraquecer a democracia brasileira. Ela argumentou que essa abordagem gera ruídos desnecessários em uma relação que deveria ser pautada pela cooperação.
A deputada também se referiu a uma carta que enviou junto a outros parlamentares após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, na qual criticou a guerra comercial promovida por Trump para proteger seu colega. Eles pediram que o presidente americano encerrasse esforços para minar a democracia brasileira e suspendesse tarifas que impactam a economia dos EUA.
Kamlager-Dove mencionou tensões recentes entre os dois países, como tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, que foram reduzidas após o primeiro encontro entre Lula e Trump na Assembleia Geral da ONU. Ela também citou sanções a autoridades brasileiras, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
A deputada acredita que essas medidas prejudicaram a relação bilateral, afirmando que tarifas irresponsáveis e sanções criaram atritos onde poderia haver cooperação. Essa crítica surge em um momento em que os EUA estudam designar facções brasileiras como terroristas, enquanto o governo brasileiro tenta evitar essa designação.
Lula, por sua vez, informou que o tema das sanções não foi discutido na reunião, mas que entregou a Trump uma proposta de combate ao crime organizado, um documento que foi aprimorado desde sua apresentação em abril e que o presidente americano prometeu ler.