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Chanceler iraniano critica ataque dos EUA no Estreito de Ormuz

O governo iraniano condena os EUA por romper o cessar-fogo após ataque a navios no Estreito de Ormuz. Chanceler afirma que Irã não se curvará à pressão.
Foto: Estreito de Ormuz

O governo iraniano acusou os Estados Unidos de violar o acordo de cessar-fogo após um ataque a dois navios no Estreito de Ormuz. O chanceler iraniano, Abbas Aragchi, afirmou que o Irã "não se curvará à pressão

e classificou a ação americana como uma

aventura militar irresponsável".

Toda vez que uma solução diplomática está sobre a mesa, os EUA optam por uma aventura militar irresponsável — declarou Aragchi. Ele também mencionou que o Irã aumentou seu estoque de mísseis e capacidade de lançamento durante o conflito com os Estados Unidos.

O chanceler afirmou que o estoque de mísseis e a capacidade de lançamento do Irã estão em 120% em comparação com 28 de fevereiro, data que marca o início do conflito.

Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à ABC News que os ataques ao Irã não violam o acordo de cessar-fogo e minimizou a ação, chamando-a de "tapinha".

"Foi só um tapinha

, disse Trump à jornalista Rachel Scott, acrescentando que

o cessar-fogo continua em vigor".

Os ataques dos EUA a instalações militares iranianas ocorreram em resposta a ações contra navios de guerra americanos na região.

Apesar de afirmar que o cessar-fogo permanece, Trump fez novas ameaças ao Irã, ressaltando que as negociações estão progredindo, mas que, se um acordo não for assinado, o país "vai sofrer muito".

O governo iraniano reiterou que os ataques dos EUA contra embarcações e áreas próximas ao Estreito de Ormuz constituem uma violação do acordo, destacando a importância estratégica dessa rota marítima.

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