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Vereadores de João Pessoa discutem remanejamento de emendas para vítimas das chuvas

Com o aumento dos danos causados pelas chuvas em João Pessoa, vereadores propõem realocação de emendas do São João para ajudar as vítimas. A discussão inclui redução de cachês e priorização de artistas locais.
Foto: Fonte 83

A recente intensificação das chuvas em João Pessoa e em outras áreas da Paraíba gerou um debate entre vereadores sobre a possibilidade de redirecionar recursos do orçamento destinado às festividades juninas. A proposta, defendida principalmente pela oposição, sugere que emendas alocadas para o São João sejam utilizadas para atender as necessidades emergenciais das famílias afetadas.

O vereador Guga Pet (PP) foi um dos que levantou a questão, pedindo que os parlamentares reconsiderem as emendas destinadas à Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope). Ele enfatizou a urgência de priorizar ações que ajudem aqueles que perderam bens e moradias devido aos desastres naturais.

Todos os vereadores que destinaram as emendas da Funjope para o São João, a gente possa rever isso e doar para relocar para poder ajudar as famílias que mais precisam, que perderam tudo. São João a gente vai ter todo ano — afirmou.

O vereador Fábio Carneiro (Solidariedade) também se manifestou, sugerindo a imposição de um teto para os cachês pagos a artistas durante o São João. Ele argumentou que, diante da crise financeira e dos estragos causados pelas chuvas, não é aceitável gastar grandes quantias com atrações.

Grandes bandas aqui tocar uma hora e ir embora com mais de um milhão de reais, nesse momento de crise financeira na prefeitura e essa questão das chuvas, é impossível a gente aceitar — declarou.

Mô Lima (PP), vereador e músico, defendeu a continuidade das festividades, mas com um foco em artistas locais e atrações de menor custo. Ele acredita que essa abordagem não apenas ajudaria a preservar a tradição cultural do São João, mas também beneficiaria os músicos da região.

Tem artista de trio pé-de-serra em João Pessoa que passa o ano inteiro esperando para tocar numa quadrilha junina, no bairro, ou em algum evento, pra ganhar 3.500 reais, 5.000 reais — comentou.

As discussões sobre o remanejamento de recursos ocorrem em um contexto de emergência, com a capital e cidades vizinhas enfrentando sérios problemas, como famílias desalojadas e danos na infraestrutura. A Câmara Municipal deve continuar debatendo o tema, especialmente em resposta à pressão por ações emergenciais e assistência social.

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