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Alcolumbre busca diálogo com Lula após rejeição de Messias

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestou interesse em se reunir com Lula para restabelecer relações após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF. Alcolumbre deseja encerrar o episódio e evitar confl...
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, expressou a emissários do governo seu desejo de ter uma conversa pessoal com o presidente Lula. O objetivo é reconstruir a relação após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal.

Alcolumbre informou a interlocutores que pretende 'passar a régua' no episódio, enfatizando que não trabalhou contra a indicação de Lula. Ele argumenta que a rejeição foi resultado de insatisfação da Casa, um risco que já havia alertado ao Planalto.

O senador deixou claro que não deseja prejudicar o governo e que não trancará propostas ou criará surpresas indesejadas para o Executivo. Antes da rejeição de Messias, Alcolumbre era visto como um presidente que não causava problemas a Lula.

Alcolumbre também buscou abrir um canal de diálogo com o senador Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula, mas sem se alinhar à oposição. Lula, por sua vez, manifestou que não quer romper relações com Alcolumbre, afirmando 'vida que segue' após a derrota.

Recentemente, ministros do governo, como José Mucio e José Guimarães, se reuniram com Alcolumbre para avaliar a situação. O presidente do Senado tem conversado com aliados de Lula, incluindo o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues.

No Planalto, considera-se a troca de lideranças do governo no Senado para melhorar o desempenho legislativo. Sugestões incluem afastar Randolfe devido à sua proximidade com Alcolumbre e a necessidade de se concentrar na reeleição no Amapá.

A liderança de Jaques Wagner também enfrenta objeções, já que Alcolumbre rompeu relações com ele durante a indicação de Messias. O governo possui propostas importantes que dependem da boa vontade de Alcolumbre para serem aprovadas.

Entre as propostas estão as PECs do Sistema Único de Assistência Social e da Segurança Pública, além de um projeto sobre a exploração de minerais críticos. A prioridade legislativa do governo, o fim da escala 6×1, também precisa passar pelo Senado.

Apesar dos esforços de reaproximação, a relação entre Alcolumbre e o governo é considerada tensa. O PT planeja explorar o envolvimento de líderes do centrão em casos de corrupção na disputa presidencial.

A rejeição de Messias será usada para argumentar que adversários de Lula se uniram a ministros do STF para obstruir investigações. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, envolvido no escândalo, se reuniu com Alcolumbre em 2025.

A Amapá Previdência investiu R$ 400 milhões em títulos de alto risco do banco, que era dirigido por Jocildo Silva Lemos, alvo da PF e afilhado político de Alcolumbre.

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