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Irã e EUA discutem reabertura do Hormuz e suspensão de hostilidades

Autoridades iranianas confirmaram negociações com os EUA para reabrir o estreito de Hormuz e suspender ataques por 30 dias, enquanto buscam um acordo de paz mais amplo.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Recentemente, autoridades do Irã revelaram que estão em diálogo com os Estados Unidos sobre uma proposta para reabrir o estreito de Hormuz e suspender as hostilidades por um período de 30 dias. O objetivo é facilitar negociações para um acordo de paz mais abrangente.

O plano em discussão inclui três pontos principais: o fim do bloqueio americano a navios e portos iranianos, a reabertura do estreito para o tráfego comercial e a interrupção dos combates. Essas informações foram divulgadas por três funcionários do regime, que preferiram não ser identificados devido à sensibilidade das negociações.

O programa nuclear do Irã continua a ser um obstáculo significativo para um acordo. Washington exige que Teerã entregue todo o seu estoque de urânio enriquecido e suspenda seu programa de enriquecimento por 20 anos. No entanto, o regime iraniano rejeitou essa proposta, sugerindo em contrapartida a diluição de parte do urânio, o envio do restante para um terceiro país, possivelmente a Rússia, e a suspensão do programa nuclear por um período menor, de 10 a 15 anos.

Fontes da agência Reuters indicam que EUA e Irã estão se aproximando de um acordo temporário para interromper o conflito, com foco em um memorando de curto prazo, em vez de um acordo de paz abrangente. Um funcionário paquistanês envolvido na mediação destacou que a prioridade é um anúncio de fim permanente da guerra, com outras questões a serem resolvidas posteriormente.

Em um esforço diplomático, os EUA estão pressionando os membros da ONU a apoiarem uma resolução que exige que o Irã cesse ataques e ações de minagem no estreito de Hormuz. No entanto, diplomatas acreditam que China e Rússia devem vetar essa proposta no Conselho de Segurança.

A nova resolução, elaborada pelo governo americano em parceria com o Bahrein e apoiada por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Qatar, condena supostas violações do cessar-fogo e acusa Teerã de ameaçar a liberdade de navegação.

O embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, criticou a resolução, chamando-a de "profundamente falha e unilateral". Ele afirmou que os EUA não têm legitimidade para se apresentarem como defensores da liberdade de navegação.

Além disso, o Irã acusou os EUA de violar o cessar-fogo com ataques a embarcações iranianas. Por outro lado, militares americanos relataram ter interceptado ofensivas iranianas contra três navios da Marinha e realizado ataques aéreos retaliatórios contra instalações militares responsáveis por atacar suas forças.

O Irã também negou qualquer envolvimento em uma explosão que atingiu um navio da Coreia do Sul no estreito de Hormuz. O incidente, que ocorreu no dia 4, foi atribuído por Trump a um ataque iraniano, levando o presidente a solicitar que a Coreia do Sul se unisse às operações de navegação americanas.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, informou que se reuniu recentemente com o líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, em um encontro descrito como cordial e humilde, sendo o primeiro relato público desde que Khamenei sofreu ferimentos graves no início da guerra.

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