A Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande notificou formalmente o Hospital Antônio Targino (HAT) após constatar a suspensão do serviço de hemodiálise no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi tomada após uma auditoria que revelou interrupções nas sessões de hemodiálise, dispensa de pacientes sem atendimento, funcionamento parcial do serviço e falta de insumos essenciais.
O contrato atual com o hospital, no valor de R$ 8,8 milhões, abrange a compra de serviços hospitalares e ambulatoriais pelo SUS, incluindo hemodiálise, mas não cobre o fornecimento de insumos, que é de responsabilidade do hospital. Em 2026, a Prefeitura já repassou cerca de R$ 1,8 milhão, sem atrasos, conforme as normas do Ministério da Saúde.
O secretário de Saúde, Gustavo Braga, enfatizou que a prestação do serviço de hemodiálise está prevista no contrato e que é obrigação do hospital garantir a continuidade do atendimento e a disponibilidade de insumos.
O fornecimento desses insumos é de responsabilidade exclusiva da unidade contratada — afirmou.
A Secretaria de Saúde destacou que não há pagamentos pendentes, pois os valores são processados após a confirmação da produção enviada pelo hospital. A competência de março foi encaminhada pelo HAT no final de abril e será paga em maio, respeitando os trâmites legais.
O contrato prevê mais de 22 mil sessões de hemodiálise por ano, mas a responsabilidade pela aquisição de insumos permanece com o hospital. A Secretaria determinou o restabelecimento imediato do serviço e a regularização do fornecimento de insumos, exigindo uma justificativa formal e um plano de ação do hospital em 24 horas.
Embora não seja sua obrigação, a Secretaria Municipal de Saúde tem auxiliado o HAT com insumos ao longo dos anos, totalizando cerca de R$ 160 mil nos últimos seis meses, para garantir a continuidade dos serviços.
Fonte: Simoneduarte