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Investigação sobre acidente aéreo em BH foca em excesso de peso

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga se o excesso de peso da aeronave que colidiu com um prédio em Belo Horizonte contribuiu para o acidente que resultou em três mortes e dois feridos.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A Polícia Civil de Minas Gerais está investigando a possibilidade de que o excesso de peso da aeronave envolvida em um acidente em Belo Horizonte tenha influenciado a dificuldade enfrentada pela piloto logo após a decolagem. O incidente ocorreu na última segunda-feira e resultou na morte de três pessoas e deixou duas feridas.

A investigação, que conta com o apoio do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), inclui depoimentos de testemunhas, exames periciais e análise de imagens. O inquérito policial tem um prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogado.

O Cenipa se comprometeu a concluir a investigação no menor tempo possível, levando em conta a complexidade do caso e a necessidade de identificar os fatores que contribuíram para o acidente. O piloto Wellinton Oliveira, uma das vítimas, declarou emergência grave antes da colisão, indicando problemas na subida da aeronave.

A delegada Andrea Pochman, responsável pela investigação, mencionou que há indícios de problemas já na decolagem, com relatos de testemunhas indicando que a aeronave estava perdendo altitude no aeroporto da Pampulha.

A aeronave, de matrícula PT-EYT, é um modelo NEIVA EMB-721C, fabricado em 1979 e com situação regular de aeronavegação. Raul Marinho, diretor técnico da Associação Brasileira de Aviação Geral, destacou que o peso é um fator crítico para aeronaves leves, que possuem capacidade de carga limitada.

Ele explicou que, na aviação privada, os pilotos costumam calcular o peso com base no tamanho das bagagens e na quantidade de passageiros, mas o peso do combustível é um aspecto crucial a ser considerado. O Regulamento Brasileiro de Aviação Civil exige que o manifesto de carga contenha informações precisas sobre o peso total da aeronave e o número de passageiros.

A aeronave envolvida no acidente tem capacidade para até seis ocupantes e um peso máximo de decolagem de 1.633 quilos. No momento do acidente, cinco pessoas estavam a bordo. O operador atual da aeronave é a empresa Inet Telecomunicações, que iniciou o processo de transferência de propriedade em março deste ano.

Após deixar Teófilo Otoni, a aeronave pousou no aeroporto da Pampulha, onde duas passageiras desembarcaram e um homem embarcou com destino a São Paulo. O local da queda está a 3,9 quilômetros da cabeceira mais próxima do aeroporto.

Além do piloto, também faleceram Fernando Moreira Souto e Leonardo Berganholi Martins. Os feridos, Arthur Schaper Berganholi e Hemerson Cleiton Almeida Souza, permanecem internados no Hospital João 23, especializado em traumas.

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