Autoridades cubanas expressaram preocupação com as recentes ameaças dos Estados Unidos de uma possível ação militar contra a ilha, classificando-as como perigosas e um crime internacional. O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, afirmou que os EUA estão insinuando uma intervenção militar para 'libertar' Cuba, o que ele considera hipócrita, citando as sanções que afetam a economia cubana.
Rodríguez enfatizou que 'a ameaça de um ataque militar e a agressão em si são crimes internacionais'. As declarações surgem em um contexto de crescente tensão entre os dois países, exacerbada pelo embargo petrolífero imposto pelos EUA, que tem severamente limitado os carregamentos de combustível para a ilha.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que a situação em Cuba é inaceitável e que os EUA tomariam medidas, embora não tenha especificado um cronograma. Suas declarações foram acompanhadas por imagens que mostravam sua interação com o chefe de missão da embaixada dos EUA em Havana e um general do Comando Sul dos EUA.
A administração Trump intensificou a pressão sobre Cuba, interrompendo as remessas de petróleo da Venezuela e ameaçando sanções a países que forneçam petróleo à ilha. Recentemente, Cuba enfrentou apagões regulares, aumentando a preocupação dos residentes em meio a uma crise energética.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reagiu aos comentários de Trump, que sugeriu uma ação militar, chamando-os de 'uma escalada perigosa e sem precedentes'. Ele reafirmou que 'nenhum agressor, por mais forte que seja, será recebido com rendição em Cuba'.