A jovem Cauanni Araujo, de 22 anos, está internada no Complexo Hospitalar Deputado Janduhy Carneiro, em Patos, devido a crises convulsivas recorrentes. Seus familiares e amigos estão mobilizados nas redes sociais para conseguir sua transferência para uma unidade hospitalar de referência fora da cidade.
O apelo ganhou destaque após um vídeo da digital influencer Wyly Nunes, amiga da família, que relatou a gravidade do estado de saúde da jovem e pediu intervenção das autoridades para facilitar a transferência.
Cauanni já foi internada pelo menos três vezes e chegou a ser entubada em duas ocasiões. Segundo Wyly, a jovem não apresenta evolução satisfatória em seu tratamento.
Ela é uma menina nova, conhecida aqui na nossa cidade, e está sofrendo muito. O que a família pede agora é uma transferência para um hospital que possa oferecer algo a mais — afirmou.
A jovem tem convulsões frequentes e, em alguns momentos, apresenta desorientação e dificuldade de reconhecer familiares, aumentando a preocupação dos parentes.
Em resposta à repercussão do caso, o Hospital Deputado Janduhy Carneiro emitiu uma nota esclarecendo que Cauanni está sendo acompanhada de forma contínua e criteriosa pela equipe médica, sem indícios de falha na condução clínica.
O hospital informou que a paciente possui um histórico de múltiplas internações e é acompanhada por um especialista em neurologia. Apesar do suporte terapêutico, o quadro é considerado de difícil controle.
Cauanni faz uso de medicação anticonvulsivante em níveis máximos, incluindo canabidiol. A avaliação médica sugere que, no momento, o acompanhamento ambulatorial é a conduta mais adequada, embora a unidade reconheça a possibilidade de encaminhamento para serviços ambulatoriais de neurocirurgia ou unidades de maior complexidade.
Entretanto, o hospital destacou que esse tipo de assistência não está disponível na rede pública da Paraíba, e casos semelhantes costumam ser referenciados para centros especializados em outros estados, como Pernambuco e São Paulo.
Enquanto isso, os familiares de Cauanni continuam a sensibilizar a população e a buscar apoio para que o caso chegue às autoridades de saúde, na esperança de encontrar melhores alternativas de tratamento.