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Atrasos no ‘Tá na Mesa’ geram crise entre empresários na Paraíba

O programa social 'Tá na Mesa' enfrenta críticas de empresários devido a atrasos nos repasses, afetando a cadeia de fornecedores e gerando dificuldades financeiras.
Foto: Programa Tá na Mesa - Foto: Reprodução / Secom PB

O programa social 'Tá na Mesa', um dos principais do Governo da Paraíba, está sob forte crítica de empresários e fornecedores que relatam dificuldades financeiras em decorrência de atrasos nos repasses. As reclamações se intensificaram recentemente, especialmente em redes sociais, onde os participantes exigem uma posição da gestão estadual.

Informações obtidas pela equipe de reportagem indicam que cerca de 80 pequenos empreendedores estão sendo afetados pela suposta inadimplência. Além deles, a situação impacta uma rede mais ampla de prestadores de serviços e fornecedores, incluindo comerciantes da Central de Abastecimento (Ceasa), distribuidores de gás e proprietários de imóveis alugados.

Os empresários relatam que a falta de pagamentos está dificultando a manutenção de suas atividades e o cumprimento de compromissos financeiros. Muitos já enfrentam restrições no fornecimento de insumos e serviços, o que pode prejudicar o funcionamento regular das operações ligadas ao programa.

A responsabilidade pela condução dessa política social é da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH), atualmente sob a direção de Neide Nunes. Até o momento, não houve esclarecimentos públicos sobre as razões dos atrasos ou sobre possíveis medidas para regularizar a situação.

O tema também ganhou espaço no debate político, com críticas à gestão do governador Lucas Ribeiro (PP), especialmente considerando o curto período desde o início de seu mandato. Contudo, as manifestações até agora provêm principalmente de grupos afetados, sem um posicionamento oficial consolidado do governo.

Os relatos de empresários refletem uma crescente pressão financeira. Alissin Vieira, um dos afetados, mencionou que dois meses sem repasse resultam em um prejuízo de, no mínimo, R$ 200 mil, e expressou sua preocupação com a continuidade do fornecimento. Ele destacou que a situação se agravou devido a investimentos feitos com base na expectativa de recebimentos regulares.

Romário França compartilhou uma experiência pessoal mais drástica, afirmando: 'Fiz uma promessa de só comer direito quando o Estado pagar. Já perdi 25 kg em quatro meses de dieta', referindo-se ao período de atrasos.

O grupo Delivery Novo Horizonte também expressou preocupação com a continuidade de suas atividades, alertando para a necessidade de mobilização conjunta para solicitar uma reunião com a Secretaria, enfatizando que a situação já ultrapassa o razoável.

Iderlan Raimundo da Silva descreveu uma situação crítica, mencionando que 'o capital acabou' e que o proprietário do imóvel ameaça despejá-lo por falta de pagamento. Ele também expressou temor de possíveis consequências legais, embora outros participantes tenham o tranquilizado, lembrando que dívidas não levam à prisão.

Até o presente momento, não houve uma resposta pública detalhada do governo sobre as denúncias feitas pelos fornecedores, nem um cronograma oficial para a regularização dos repasses.

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