O exército da República Islâmica do Irã, por meio de um comunicado no Telegram, classificou como "infundadas e completamente falsas
as alegações dos Estados Unidos sobre a passagem de navios comerciais pelo estreito de Ormuz. Essa declaração surge após o Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmar que dois navios mercantes com bandeira americana haviam transitado com sucesso pela rota estratégica, com apoio militar da operação denominada
Projeto Liberdade".
De acordo com Washington, a operação visa garantir a passagem segura de embarcações comerciais afetadas por um bloqueio imposto pelo Irã, em uma via onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. O CENTCOM informou que a iniciativa envolve destróieres, mais de 100 aeronaves, drones e cerca de 15 mil militares, embora não tenha fornecido detalhes específicos sobre as condições da travessia.
A Guarda Revolucionária do Irã refutou essa narrativa, afirmando que não houve trânsito recente de navios comerciais no estreito. Essas declarações evidenciam a intensificação da disputa de informações entre Teerã e Washington, em um cenário de crescente tensão militar e bloqueio parcial do tráfego marítimo no Golfo Pérsico.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a operação "Projeto Liberdade
como uma missão para assegurar a circulação de navios e apoiar tripulações retidas na região. Enquanto autoridades norte-americanas acusam o Irã de tentar restringir a liberdade de navegação, Teerã afirma estar preparado para responder a qualquer presença militar estrangeira no estreito. Fontes militares iranianas, citadas por veículos de comunicação estatais, ressaltaram que o país
está totalmente preparado para qualquer cenário", reafirmando seu controle sobre a via marítima.