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Menina de 6 anos recupera visão noturna com terapia genética

Saffie Sandford, de 6 anos, foi diagnosticada com uma doença ocular hereditária rara. Após terapia genética, ela recuperou a visão em ambientes escuros, melhorando sua qualidade de vida.
Foto: Metropoles

Saffie Sandford, uma menina de 6 anos, foi diagnosticada com uma condição ocular rara e hereditária que afetava sua visão em ambientes com pouca luz. Após passar por uma terapia genética ocular no Reino Unido, ela conseguiu restaurar sua capacidade de enxergar no escuro, o que impactava diretamente sua rotina.

O caso foi tratado no Hospital Great Ormond Street, em Londres, e envolve a Amaurose Congênita de Leber (ACL), uma condição que prejudica a retina, responsável por captar a luz e enviar sinais ao cérebro. A doença causava cegueira noturna, dificultando a locomoção da menina em ambientes escuros.

Desde a infância, Saffie apresentava sinais de dificuldade em ambientes pouco iluminados, evitando escadas e tropeçando com frequência. Após uma investigação médica, foi confirmado que ela tinha uma doença genética rara que afetava o funcionamento das células da retina, especialmente os bastonetes, que são essenciais para a visão em baixa luminosidade.

Com o diagnóstico em mãos, a família foi encaminhada para especialistas que avaliaram a menina como candidata a um tratamento inovador. A terapia genética ocular consiste na aplicação de uma cópia saudável do gene defeituoso nas células da retina, visando corrigir a falha genética.

A intervenção foi realizada por meio de uma cirurgia delicada, e os resultados começaram a aparecer semanas depois. Saffie, que antes evitava locais com pouca luz, agora se movimenta com mais autonomia, realizando atividades comuns como andar pela casa à noite.

Os especialistas observaram uma melhora significativa na resposta da retina à luz, indicando que o tratamento conseguiu restaurar parte da função visual comprometida. Embora os efeitos a longo prazo ainda precisem ser acompanhados, os resultados iniciais são promissores e podem beneficiar outras crianças com condições semelhantes.

Para as famílias que lidam com diagnósticos raros, avanços como esse oferecem uma nova perspectiva. Hoje, Saffie leva uma rotina mais independente e segura, refletindo uma mudança significativa em sua qualidade de vida.

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