A reposição hormonal é reconhecida como uma das abordagens mais eficazes para mitigar os sintomas da menopausa. Contudo, sua aplicação não é universal e deve ser cuidadosamente avaliada, considerando o histórico clínico e as condições de saúde de cada paciente.
Profissionais da saúde enfatizam que a decisão sobre a terapia não deve ser automática. Existem contraindicações absolutas que tornam o tratamento inadequado, pois o risco pode superar os benefícios. A ginecologista Agatha Medrado, da clínica AMO, destaca que condições como câncer de mama atual ou anterior, trombose venosa ativa, doenças hepáticas e sangramentos uterinos sem diagnóstico são situações em que a reposição hormonal é desaconselhada.
Além dessas, outras condições que podem contraindicar a terapia incluem câncer de endométrio, embolia pulmonar, infarto recente e acidente vascular cerebral (AVC). A avaliação criteriosa é fundamental para garantir a segurança e a saúde da paciente.