O prazo estipulado pela legislação americana que exige a interrupção de ações militares no Oriente Médio ou a solicitação de autorização ao Congresso termina nesta sexta-feira. Apesar disso, a administração Trump indicou que pretende ignorar essa exigência e está considerando novos ataques ao Irã para pressionar por negociações.
O regime iraniano, que ativou seu sistema de defesa antiaérea na noite anterior, advertiu que responderá de forma "dolorosa e prolongada" a qualquer ação militar.
Conforme a Constituição dos EUA, apenas o Congresso pode declarar guerra. Contudo, uma lei de 1973 permite que o presidente inicie intervenções militares limitadas em situações de emergência, desde que busque autorização legislativa após 60 dias de envolvimento militar. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que, devido a um cessar-fogo, o prazo de 60 dias estaria suspenso.
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou que os EUA enfrentaram uma "derrota vergonhosa". O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, criticou o bloqueio americano, considerando-o uma extensão das operações militares.
Em Teerã, o sistema de defesa antiaérea foi ativado em resposta a aeronaves não identificadas, mas a situação foi normalizada após 20 minutos. O conflito já resultou em milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano, e as negociações de paz estão estagnadas.
O bloqueio do Estreito de Ormuz, imposto por Washington em resposta ao bloqueio iraniano, está impactando a economia global, resultando em escassez de produtos e aumento da inflação. O preço do petróleo disparou, com o barril de Brent alcançando níveis elevados.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou sobre o impacto econômico global e pediu diálogo para evitar uma crise maior. No Líbano, novos ataques israelenses resultaram em mortes, e a embaixada americana pediu uma reunião entre líderes libaneses e israelenses.