O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, celebrou um marco significativo ao realizar o primeiro transplante cardíaco de 2026. Cosmo Braz, um paciente de 47 anos, agora inicia uma nova fase em sua vida após receber um novo coração.
Cosmo, residente de João Pessoa, lutava contra uma grave insuficiência cardíaca descompensada devido a uma miocardiopatia isquêmica. Ele estava sob cuidados da equipe do hospital há quase um ano e foi incluído na lista de transplante após uma série de complicações em sua saúde.
A cardiologista Tauanny Frazão, coordenadora do Ambulatório de Transplante, expressou a alegria da equipe com a realização do procedimento.
Hoje é um grande dia para nosso paciente Cosmo, e estamos muito felizes. Ele é um guerreiro que acompanhamos desde 2025 — afirmou.
A condição de Cosmo era crítica, com uma fração de ejeção de apenas 17%, o que resultou em múltiplas internações nas semanas anteriores ao transplante.
Estamos aliviados que esse dia chegou, proporcionando a ele uma nova esperança e uma nova vida — destacou a médica.
O transplante foi viabilizado por meio da doação de órgãos de uma família que, mesmo em luto, decidiu doar o coração de um homem de 35 anos. Cosmo compartilhou sua emoção ao receber a notícia da doação:
Agradeço a Deus e à família doadora. Foi uma explosão de emoção
.
Ele também relembrou momentos difíceis, incluindo a perda de sua esposa, que o apoiou durante o tratamento. Agora, seu maior desejo é poder estar ao lado de sua filha de 15 anos e retomar a vida familiar.
Cosmo elogiou o suporte recebido no Hospital Metropolitano, descrevendo-o como sua "segunda casa".
O acolhimento aqui é excelente, sou muito grato a todos — afirmou.
A irmã de Cosmo, Telma Maria, expressou sua gratidão à família doadora, reconhecendo a dor da perda e a importância do gesto.
Só tenho a agradecer a essa família. Que Deus proteja todos — disse.
Patrícia Monteiro, coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos, ressaltou a importância do ato de doação, que transforma dor em esperança.
Esse gesto de amor proporciona uma nova chance de vida — afirmou.
Maurílio Onofre, cirurgião cardiovascular responsável pelo transplante, destacou a responsabilidade e a alegria que envolvem o procedimento.
É uma honra oferecer uma nova qualidade de vida a um paciente que estava extremamente limitado — concluiu.
Desde 2022, o Hospital Metropolitano já realizou 21 transplantes cardíacos, incluindo nove em 2025. A unidade é a única da rede pública da Paraíba habilitada para esses procedimentos em adultos.
Fonte: Paraiba