A recente rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado brasileiro foi amplamente repercutida pela imprensa internacional, que a descreveu como uma derrota significativa para o presidente Lula. O resultado da votação, que ocorreu na quarta-feira (29), foi de 42 votos contra e 34 a favor, com uma abstenção.
O The Washington Post destacou que essa rejeição representa a primeira vez em mais de 130 anos que um indicado ao STF não é aprovado. O jornal lembrou que a última rejeição ocorreu em 1894, durante o governo do presidente Floriano Peixoto.
A agência Bloomberg também comentou sobre o impacto da votação, referindo-se a ela como um 'duro revés' para Lula, que busca a reeleição. Messias, um dos principais assessores jurídicos do presidente e um proeminente cristão evangélico, foi indicado para substituir o ministro aposentado Luís Roberto Barroso. A reportagem observou que a indicação visava fortalecer laços com um grupo religioso em crescimento.
A Reuters caracterizou a rejeição como uma 'derrota pesada' para o governo Lula, que havia realizado um esforço considerável para garantir a aprovação de Messias. A agência também mencionou a insatisfação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com a escolha de Messias.
A emissora portuguesa SIC Notícias também se referiu à rejeição como uma 'derrota histórica', lembrando que Messias passou por uma sabatina de mais de oito horas na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde fez tentativas de conquistar votos da direita.
Por fim, o site argentino Infobae destacou que a decisão do Senado é um fato inédito na história recente do Brasil e que Lula agora precisará apresentar um novo nome para a vaga no STF, que enfrentará um novo processo de avaliação e votação.