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Diagnóstico tardio de câncer de intestino em britânico

Quando começou a notar mudanças no corpo, o filmaker britânico Serdar Ferit, acreditou estar diante de um problema comum e tratável. Aos 45 anos, ele associou sintomas intestinais persistentes a hemorroidas, condição.....
Foto: Metropoles

Quando começou a notar mudanças no corpo, o filmaker britânico Serdar Ferit, acreditou estar diante de um problema comum e tratável. Aos 45 anos, ele associou sintomas intestinais persistentes a hemorroidas, condição frequente e geralmente benigna. Meses depois, porém, recebeu a notícia de que estava com câncer de intestino em estágio 4, fase avançada da doença. Morador do Reino Unido, Serdar contou que o filho, Jaxon, chorou ao saber do diagnóstico. Leia também Saúde Câncer de intestino: vilões comuns na dieta que você precisa conhecer Saúde Coloproctologista esclarece principais sinais do câncer de intestino Saúde Câncer de intestino é o 2º mais comum entre mulheres no Brasil Saúde Dor confundida com cólica leva jovem a descobrir câncer de intestino Desde então, a rotina da família mudou completamente. Nos últimos três anos e meio, ele passou a conviver com internações, exames frequentes e tratamentos agressivos. Segundo relato publicado em campanha de arrecadação criada pelo próprio paciente, desde novembro de 2022 ele já enfrentou mais de 30 ciclos de quimioterapia potente, 28 sessões de radioterapia, diversos procedimentos sob anestesia geral e inúmeras colonoscopias e exames de imagem. Serdar afirmou ter recebido acompanhamento no Royal Marsden Hospital, referência no tratamento do câncer. Apesar disso, relatou que as terapias atualmente disponíveis para o quadro dele no sistema britânico dificilmente ofereceriam cura ou aumento significativo da sobrevida. 12 imagensFechar modal.1 de 12Também conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal, abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso -chamada cólon -, no reto e ânusGetty Images2 de 12De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o problema tenha provocado o óbito de cerca de 20 mil pessoas no Brasil apenas em 2019 Getty Images3 de 12O mês de março é dedicado à divulgação de informações sobre a doença. Se detectado precocemente, o câncer de intestino é tratável e o paciente pode ser curadoGetty Images4 de 12Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e fibrasGetty Images5 de 12Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC) Getty Images6 de 12Doses de café pode reduzir em 30% risco de câncer de intestinoGetty Images7 de 12Os sintomas mais associados ao câncer do intestino são: sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração das fezes e massa (tumoração) abdominal Getty Images8 de 12O diagnóstico requer biópsia (exame de pequeno pedaço de tecido retirado da lesão suspeita). A retirada da amostra é feita por meio de aparelho introduzido pelo reto (endoscópio) Getty Images9 de 12O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidasGetty Images10 de 12A cirurgia é, em geral, o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos dentro do abdome. Outras etapas do tratamento incluem a radioterapia, associada ou não à quimioterapia, para diminuir a possibilidade de retorno do tumor Getty Images11 de 12A manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física, assim como a alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer de intestinoGetty Images12 de 12Além disso, deve-se evitar o consumo de carnes processadas (por exemplo salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame) e limitar o consumo de carnes vermelhas até 500 gramas de carne cozida por semana Getty Images Diante do cenário, o britânico passou a pesquisar novas possibilidades terapêuticas. Nos últimos meses, conversou com médicos e pacientes e buscou entender quais caminhos poderiam valer a pena. Após a investigação, Serdar encontrou uma clínica no México que propôs um plano de tratamento com quatro modalidades personalizadas de imunoterapia, incluindo vacinas terapêuticas contra o câncer. O que é imunoterapia A imunoterapia é uma estratégia que estimula o próprio sistema imunológico a reconhecer e combater células tumorais. Em alguns tipos de câncer, ela já apresenta resultados relevantes, especialmente quando combinada com outros tratamentos. No caso de Serdar, ele explica que não conseguiu entrar em estudos clínicos disponíveis no Reino Unido porque o perfil biológico do tumor não atendia aos critérios exigidos nas pesquisas. Mesmo sem garantias, decidiu tentar uma nova chance fora do país. Para iniciar o tratamento em maio de 2026, Serdar lançou uma campanha virtual. O valor será usado para transporte de amostras do tumor, produção de terapias personalizadas por dois anos, consultas, exames, viagens ao México, hospedagem e custos médicos. A história de Serdar mostra que confundir sinais persistentes com problemas benignos pode atrasar um diagnóstico grave. Por isso, profissionais de saúde reforçam que é importante procurar avaliação médica diante de mudanças contínuas no funcionamento do intestino. Receba notícias de Saúde e Ciência no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp. Para ficar por dentro de tudo sobre ciência e nutrição, veja todas as reportagens de Saúde.

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