Uma estudante de medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi alertada por um contato desconhecido no WhatsApp, que se identificou como Ghost. A mensagem inicial dizia: 'Guria, fica esperta. Tem gente armando pra você!'.
As mensagens seguintes continham prints de uma conversa em grupo onde homens supostamente planejavam estuprar a jovem, com uma recompensa de até R$ 400 para quem realizasse o ato primeiro. Os participantes discutiam detalhes sobre a rotina da estudante e mencionaram tentativas anteriores de encurralá-la.
Além da estudante, os prints sugeriam que havia outros alvos, com um dos membros do grupo afirmando que 'faltam algumas minas de MED [medicina]'. A situação foi divulgada pelo diretório acadêmico do curso, que alertou os alunos sobre a necessidade de precauções.
A UFPR tomou conhecimento do caso e acionou a polícia, além de iniciar uma investigação interna. A instituição afirmou que está oferecendo apoio às pessoas envolvidas e que medidas de segurança estão sendo implementadas no campus.
O clima entre as alunas é de medo e insegurança, levando muitas a se organizarem em grupos para se deslocar pelo campus. A Polícia Militar foi solicitada a aumentar a segurança na universidade.
Em resposta a casos de violência contra mulheres, o governo federal planeja reestruturar as universidades para punir tais atos com mais agilidade e acolher as vítimas, com um protocolo que deve ser implementado em até dois anos.