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Audiência discute relação entre terrorismo e facções criminosas

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara debateu a conexão entre terrorismo e organizações criminosas, visando aprimorar a legislação e a segurança pública no Brasil.
Foto: Sede e viatura da Polícia Federal - Metrópoles

Na última terça-feira, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados promoveu uma audiência pública para discutir a relação entre terrorismo e organizações criminosas. O evento foi solicitado pelo deputado General Pazuello, com o apoio do deputado General Girão, e teve como foco as implicações dessa conexão na legislação e na segurança pública do país.

O encontro reuniu autoridades e especialistas, incluindo o delegado da Polícia Federal Camilo Graziani, representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime no Brasil. Também participaram o investigador da PF Christian Viana, especialista em Relações Internacionais, e o procurador da República Lucas Gualtieri.

Durante a audiência, Graziani explicou a distinção entre organizações criminosas e terrorismo segundo a legislação brasileira. Ele enfatizou que a Polícia Federal não subestima a gravidade do crime organizado, representado por facções como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, mas não reconhece a existência de organizações terroristas atuando no Brasil atualmente.

O delegado ressaltou a importância de fortalecer a legislação penal relacionada ao combate ao terrorismo, propondo penas mais severas e a criminalização de atos preparatórios, sem a necessidade de classificar facções criminosas como terroristas. Graziani argumentou que isso preservaria a coerência do sistema jurídico e evitaria a banalização do conceito de terrorismo.

Ele também afirmou que, com base nas investigações da Polícia Federal, não foi encontrada cooperação estrutural entre o terrorismo transnacional e as organizações criminosas no Brasil. Graziani destacou que, embora possam existir contatos ocasionais, como indivíduos com histórico criminal sendo aliciados por atores externos, isso não configura uma aliança estratégica.

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