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Ataques coordenados atingem a capital do Mali e outras regiões

Na manhã deste sábado, ataques coordenados foram registrados em Bamako e em outras cidades do Mali, com explosões e tiroteios intensos. O Exército local confirmou a ofensiva de grupos armados.
Foto: G1

Na manhã deste sábado, a capital do Mali, Bamako, e diversas localidades no interior do país foram alvo de ataques coordenados por militantes, conforme relatou o Exército. Explosões e intensos tiroteios foram ouvidos nas proximidades da principal base militar em Kati, nos arredores de Bamako.

Testemunhas relataram que, antes das 6h, soldados foram mobilizados para bloquear estradas na região. Além de Kati, distúrbios semelhantes ocorreram em Sevaré, Kidal e Gao, com relatos de disparos generalizados em Sevaré.

O Mali enfrenta uma grave crise de segurança, com insurgências de grupos afiliados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, além de uma longa história de rebeliões tuaregues no norte do país. O Exército informou que grupos terroristas não identificados atacaram várias posições, mas não especificou os locais exatos dos confrontos.

Os líderes militares do Mali, que tomaram o poder em golpes de Estado em 2020 e 2021, prometeram restaurar a segurança, mas os ataques a forças armadas e civis continuam a ser frequentes. Mohamed Elmaouloud Ramadane, porta-voz da Frente de Libertação de Azawad, afirmou que suas forças tomaram várias posições em Kidal e Gao, embora essa informação não tenha sido verificada de forma independente.

Fontes de segurança indicaram que o grupo Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin, afiliado à Al-Qaeda, também participou dos ataques. Até o momento, não houve reivindicação de autoria por parte do JNIM ou do Estado Islâmico no Sahel.

Além disso, tiros foram ouvidos perto de um acampamento militar próximo ao aeroporto de Bamako, onde estão mercenários russos. Um morador relatou que os disparos ocorreram em direção ao acampamento, que protege o aeroporto.

O governo de Assimi Goita tem contado com o apoio de mercenários russos para segurança, enquanto evita cooperação militar com países ocidentais. Recentemente, no entanto, tem buscado uma aproximação com os Estados Unidos, com negociações para permitir que Washington retome voos de reconhecimento sobre o espaço aéreo do Mali.

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