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Estudo revela por que câncer de coração é raro

Os batimentos do coração podem ajudar a impedir o crescimento de tumores nesse órgão. Um estudo publicado na revista científica Science nessa quinta-feira (23/4) sugere que o movimento constante do músculo cardíaco cr.....
Foto: Ilustração colorida de coração - Metrópoles

Os batimentos do coração podem ajudar a impedir o crescimento de tumores nesse órgão. Um estudo publicado na revista científica Science nessa quinta-feira (23/4) sugere que o movimento constante do músculo cardíaco cria um ambiente menos favorável para a multiplicação de células cancerígenas. A descoberta pode ajudar a explicar por que tumores que se originam no coração são extremamente raros. Em humanos, cânceres cardíacos primários aparecem em menos de 1% das autópsias. Já os tumores secundários, que se espalham para o coração a partir de outras partes do corpo, são encontrados em até 18% dos casos. Segundo pesquisadores, até agora não havia uma explicação clara para essa diferença. Para o cardiologista James Chong, da Universidade de Sydney, na Austrália, o novo estudo apresenta evidências convincentes de que a força mecânica gerada pelos batimentos cardíacos pode desempenhar um papel importante nesse fenômeno. 9 imagensFechar modal.1 de 9Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperaçãoboonchai wedmakawand2 de 9Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doençaPhynart Studio/ Getty Images3 de 9A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.Flashpop/ Getty Images4 de 9Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômagoFG Trade/ Getty Images5 de 9A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmãoSouth_agency/ Getty Images6 de 9Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retidoPeter Dazeley/ Getty Images7 de 9A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigadosRealPeopleGroup/ Getty Images8 de 9Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos ljubaphoto/ Getty Images9 de 9Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfagoDjelicS/ Getty Images Experimentos mostram efeito dos batimentos Para investigar essa hipótese, a médica e pesquisadora Serena Zacchigna, da Universidade de Trieste, na Itália, e sua equipe realizaram experimentos em camundongos geneticamente modificados. Os cientistas transplantaram corações adicionais para a região do pescoço dos animais. Esses corações recebiam sangue, mas não batiam. Depois disso, os pesquisadores injetaram células cancerígenas tanto nesses corações transplantados quanto nos corações originais dos camundongos. Após duas semanas, os tumores haviam se espalhado rapidamente nos corações que não batiam, substituindo grande parte das células saudáveis. Nos corações que continuavam pulsando, cerca de 20% do tecido havia sido tomado por células cancerígenas.

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