A demissão do secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, nesta semana, representa a mais recente exoneração de altos oficiais militares sob a administração do presidente Donald Trump. Essa reformulação na liderança da Defesa dos EUA é considerada incomum na história do país e tem se intensificado desde o início da guerra contra o Irã, um período em que mudanças de comando militar são raras devido às exigências operacionais.
Phelan, que era um doador de campanha de Trump e não possuía experiência relevante na área, teria se indisposto com a liderança militar ao apresentar suas ideias diretamente ao presidente, ignorando seus superiores diretos. Outras exonerações, no entanto, tiveram um impacto ainda maior. No início do mandato, Trump demitiu Charles Q. Brown, então chefe das Forças Armadas, que foi o segundo afro-americano a ocupar essa posição no Pentágono.
A demissão de Phelan ocorreu em meio a tensões com Pete Hegseth, secretário da Guerra, que também demitiu Randy George, chefe do Estado-Maior do Exército, sem justificativa. Essa decisão foi relacionada a conflitos internos, enquanto as Forças Armadas reforçavam suas tropas no Oriente Médio.
Além disso, o general Timothy Haugh, diretor da Agência de Segurança Nacional, foi demitido em uma onda de exonerações que afetou mais de uma dúzia de funcionários do Conselho de Segurança Nacional. Charles Q. Brown foi demitido em uma reformulação sem precedentes que também resultou na saída de outros cinco almirantes e generais.
A almirante Lisa Franchetti, a primeira mulher a liderar um ramo das Forças Armadas, e o tenente-general Jeffrey Kruse, que chefiava a agência de inteligência do Pentágono, também foram demitidos sem explicações. A almirante Linda Fagan, comandante da Guarda Costeira, foi afastada no primeiro dia do segundo mandato de Trump, com críticas ao seu foco em políticas de diversidade.