O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. A decisão foi revelada após uma reunião no Salão Oval da Casa Branca, que contou com a presença de autoridades de alto escalão dos dois países e membros do governo americano, como o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio.
Trump declarou em sua conta na rede Truth Social que "a reunião correu muito bem" e que o cessar-fogo será estendido. O presidente também mencionou que o governo dos EUA irá colaborar com o Líbano para fortalecer sua capacidade de defesa, especialmente em relação ao Hezbollah, que é visto como um dos principais focos de tensão na região.
Além disso, Trump expressou a intenção de receber em breve o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, para dar continuidade às negociações. A prorrogação ocorre em um contexto ainda instável, com episódios recentes que levantam dúvidas sobre a durabilidade da trégua.
Um ataque israelense no sul do Líbano resultou na morte de cinco pessoas, incluindo a jornalista Amal Khalil, conforme informações de autoridades libanesas. Israel, por sua vez, acusa o Hezbollah de violar o acordo ao lançar um drone contra suas tropas. O Hezbollah, aliado do Irã, se envolveu no conflito após a escalada entre Teerã e Tel Aviv.
Antes do anúncio da prorrogação, o governo libanês buscava uma extensão menor, de pelo menos 10 dias, enquanto as negociações prosseguiam em Washington. O presidente Joseph Aoun havia afirmado que "as comunicações estão em curso
para estender a trégua e resolver o que ele chamou de
situações anormais" no país.