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Operação Aposta Perdida desmantela esquema de apostas ilegais

A Polícia Civil de Mato Grosso realizou a Operação Aposta Perdida, visando desarticular um esquema de apostas online que movimentou R$ 10 milhões, envolvendo uma família em atividades criminosas.
Foto: Metropoles

Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Aposta Perdida, com o objetivo de desmantelar um esquema milionário relacionado à exploração ilegal de apostas online, conhecido como 'jogo do tigrinho'. Foram cumpridas 34 ordens judiciais contra um grupo familiar, investigado por lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar.

As ações incluem mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias totalizando R$ 10 milhões, sequestro de imóveis e veículos, além da suspensão de atividades econômicas e restrições de passaporte. Também foram bloqueados perfis em redes sociais usados para promover o esquema. As operações ocorreram em Cuiabá, Várzea Grande e Itapema.

A investigação, conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, revelou que o grupo operava de maneira estruturada, atraindo vítimas com promessas de altos ganhos. O modelo assemelha-se a uma pirâmide financeira, onde os lucros dependiam da entrada constante de novos participantes.

O principal alvo da operação é o responsável pela movimentação financeira e pela ocultação dos valores obtidos. Para dar uma aparência de legalidade ao dinheiro, o grupo utilizava empresas, movimentações fracionadas e adquiria bens de alto valor, como imóveis de luxo e veículos importados, incompatíveis com a renda declarada.

A investigação também destacou o papel da esposa e da cunhada do principal investigado, que atuavam como influenciadoras digitais, promovendo os jogos ilegais nas redes sociais. Postagens ostentando ganhos e promessas de lucro eram utilizadas para atrair novos usuários, com simulações de resultados positivos.

Relatórios técnicos indicam o uso de 'laranjas', empresas de fachada e transações simuladas para dificultar o rastreamento do dinheiro, além de indícios de conexões com estruturas internacionais ligadas a fraudes digitais. A operação integra a Operação Pharus, parte do programa Tolerância Zero da Polícia Civil de Mato Grosso e uma ação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça.

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