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Como superar o medo de ir ao dentista

O medo de ir ao dentista é comum e pode ter raízes em experiências passadas. No entanto, novas abordagens e tecnologias estão ajudando a tornar as consultas mais confortáveis.
Foto: Imagem colorida de pessoa no dentista - Metrópoles

O som característico dos equipamentos odontológicos e a expectativa da anestesia são gatilhos para muitas pessoas que temem ir ao dentista. Esse medo pode surgir de experiências anteriores negativas ou de relatos de terceiros. Contudo, a situação está mudando, especialmente entre as crianças, que agora encontram consultórios mais acolhedores, projetados para combater a 'odontofobia'.

Profissionais como a cirurgiã-dentista Mariana Henriques Ferreira destacam a importância de uma abordagem adaptada para crianças, utilizando técnicas lúdicas e explicações claras sobre os procedimentos. Além disso, o vínculo construído desde cedo é fundamental para que os pequenos se sintam confortáveis no ambiente odontológico.

Para os adultos, a escuta atenta das queixas e a explicação detalhada dos procedimentos são essenciais. A cirurgiã-dentista Letícia Mello Bezinelli ressalta que os avanços tecnológicos, como a laserterapia de baixa potência, têm tornado os tratamentos menos invasivos e desconfortáveis.

Novas técnicas, como a microabrasão, permitem preservar a estrutura saudável do dente, enquanto a impressão 3D possibilita a personalização de implantes e próteses. Apesar desses avanços, um levantamento do Conselho Federal de Odontologia (CFO) e da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO) aponta que o acesso a tratamentos odontológicos no Brasil ainda é desigual.

A pesquisa revelou que 68% dos brasileiros visitaram um dentista no último ano, mas apenas 23% fizeram isso pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O acesso é maior entre pessoas com ensino superior, onde 75% se consultaram, em comparação a 54% entre aqueles com ensino básico.

Manter consultas regulares é fundamental para evitar intervenções mais invasivas. Recomenda-se uma visita anual para quem não apresenta sintomas, podendo ser necessário um acompanhamento mais frequente dependendo da saúde bucal do paciente.

Para lidar com o medo, é importante escolher um profissional de confiança e utilizar técnicas de relaxamento, como respiração profunda. Levar um acompanhante pode ajudar a transmitir segurança. Em casos mais severos de ansiedade, a ajuda psicológica e a sedação consciente podem ser opções viáveis, sempre sob supervisão profissional.

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