O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, declarou que o país não tem interesse em um confronto com o Hezbollah, mas não se deixará intimidar enquanto busca uma solução negociada com Israel. Salam fez essas afirmações em uma reunião em Paris com o presidente francês Emmanuel Macron, onde discutiram formas de fortalecer o Líbano nas possíveis negociações diretas com Israel.
Os Estados Unidos estão organizando conversas entre os embaixadores do Líbano e de Israel, programadas para quinta-feira. O propósito dessas discussões ainda não está claro, podendo envolver a extensão de um cessar-fogo temporário ou a abertura de um diálogo mais abrangente.
Estamos convencidos de que a diplomacia não é um sinal de fraqueza, mas um ato responsável para não deixar nenhuma avenida inexplorada para restaurar a soberania do meu país e proteger seu povo — afirmou Salam.
Atualmente, tropas israelenses ocupam partes do sul do Líbano, justificando a ação como uma medida de proteção contra ataques. O Hezbollah, por sua vez, defende seu direito de resistir à ocupação.
Salam mencionou que o Líbano planeja desarmar o Hezbollah até 2025, mas o exército libanês tem sido cauteloso, temendo repercussões internas. Tanto os Estados Unidos quanto Israel criticaram a lentidão do Líbano em agir.
Não estamos buscando um confronto com o Hezbollah. Pelo contrário, quero evitar esse confronto, mas não seremos intimidados — disse Salam ao ser questionado sobre a desmobilização do grupo.
Além disso, Salam destacou a necessidade de 500 milhões de euros nos próximos seis meses para enfrentar a crise humanitária que resultou no deslocamento de 1,2 milhão de pessoas de várias regiões do Líbano.