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Trump muda discurso sobre Irã em menos de 48 horas

Em um curto espaço de tempo, Trump passou de afirmar que o Irã 'concordou com tudo' a ameaçar com a destruição do país caso não assine um acordo. As declarações contraditórias foram feitas em entrevistas e redes sociais.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou uma mudança drástica em seu discurso sobre o Irã em menos de 48 horas. Inicialmente, ele declarou que o país 'concordou com tudo' em relação a um possível acordo de paz, incluindo a eliminação de suas reservas de urânio enriquecido. No entanto, em uma reviravolta, ameaçou que, caso Teerã não assine o acordo, 'o país inteiro vai ser destruído'.

As declarações foram feitas em publicações na rede social Truth Social e em entrevistas a jornalistas. Na sexta-feira, 17 de abril, Trump afirmou à CBS News que o Irã havia concordado em trabalhar com os Estados Unidos para eliminar todo o urânio enriquecido, além de deixar de apoiar grupos como o Hezbollah e o Hamas, considerados terroristas.

Poucas horas após suas declarações, um representante do Ministério das Relações Exteriores do Irã respondeu, afirmando que 'o urânio enriquecido é tão sagrado como o solo iraniano' e que não seria transferido em nenhuma circunstância.

Ainda na sexta-feira à noite, ao chegar a Phoenix, Trump comentou que não acreditava haver 'muitas diferenças significativas' entre os dois países, mas que isso poderia mudar dependendo das negociações.

No domingo, 19 de abril, o tom de Trump mudou drasticamente. Em entrevista à Fox News, ele afirmou que 'se o Irã não assinar este acordo, o país inteiro vai ser destruído', considerando as negociações em andamento no Paquistão como 'a última hipótese' para Teerã.

Trump também ameaçou atacar infraestruturas estratégicas do Irã, afirmando que, se o acordo não for aceito, os Estados Unidos poderiam 'deitar abaixo todas as centrais elétricas e todas as pontes no Irã'.

Na segunda-feira, Trump reiterou suas ameaças em entrevista à Bloomberg, afirmando que o cessar-fogo atual terminaria na quarta-feira e que não se apressaria em um mau acordo. Ele também declarou à PBS News que, caso o cessar-fogo termine sem um acordo, 'muitas bombas vão explodir'.

O cessar-fogo, que começou em 7 de abril, foi estabelecido por um período de duas semanas, com previsão de término na terça-feira.

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