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Centros de Referência da Juventude Transformam Vidas em João Pessoa

Os Centros de Referência da Juventude em João Pessoa oferecem atividades que promovem inclusão e desenvolvimento, transformando a vida de jovens como Arthur e Joseph.
Foto: Joaopessoa

O Centro de Referência da Juventude (CRJ) Adalberto da Silva Fernandes, localizado no Valentina Figueiredo, em João Pessoa, é um espaço que irradia alegria e esperança. Jovens que frequentam o local são reconhecidos como agentes de transformação na sociedade, participando de diversas atividades que vão desde jiu-jitsu até dança.

Arthur Gabriel, de 10 anos, é um exemplo disso. Ele começou a praticar jiu-jitsu há dois meses e já sonha em competir no Campeonato Paraibano.

Estou treinando muito. O professor disse que estou indo muito bem

, compartilhou Arthur, que estava acompanhado de sua mãe, Rita Ana de Aragão Araújo.

O coordenador do CRJ Valentina, Jandilson Arantes, conhecido como Taninha, expressa sua satisfação em ver as mudanças na vida dos jovens.

Eu sou prova viva disso, pelo fato de ser morador da comunidade e hoje estar respondendo como coordenador do CRJ Valentina — afirmou.

O CRJ Valentina oferece atividades de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h30, e aos sábados das 8h às 12h. Atualmente, 239 pessoas estão inscritas, incluindo Joseph Gonçalves da Silva, de 27 anos, que, apesar de ter perdido 75% da visão, treina jiu-jitsu.

O jiu-jitsu é pra todos. Aqui é um local que a gente inclui todo mundo — destacou.

João Pessoa conta com cinco CRJs, que oferecem atividades como futsal, capoeira, teatro e reforço escolar. O secretário da Juventude, Esporte e Recreação, Joãozinho Neto, enfatiza a importância desses centros para a inclusão social e o desenvolvimento dos jovens.

As inscrições para os CRJs são abertas duas vezes por ano, em janeiro e julho. Maria Aparecida, de 14 anos, que pratica capoeira, considera a experiência transformadora:

Foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida. Esse esporte mudou muita coisa na minha vida

.

Os professores dos CRJs são altamente qualificados, incluindo campeões de jiu-jitsu. Rômulo Martins, professor de parajiu-jitsu, destaca a inclusão de alunos com e sem deficiência. Marco Antônio Belarmino da Silva, conhecido como Mestre Zunga, professor de capoeira, vê o centro como uma extensão de sua casa.

A dança folclórica também é uma atividade importante nos CRJs. Maria Suely de Lima, de 55 anos, e Michele Monteiro, de 20 anos, ressaltam a alegria e a inclusão que a dança proporciona. Gabriele Cristina, de 25 anos, destaca o apoio emocional que encontra no grupo.

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