O Irã rejeitou a participação em uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos, que estava prevista para ocorrer no Paquistão nos próximos dias. A decisão foi divulgada pela agência estatal Irna e aprofunda o impasse diplomático entre os dois países, especialmente com o término do cessar-fogo se aproximando.
De acordo com o governo iraniano, as exigências apresentadas por Washington são consideradas "excessivas" e "pouco realistas
, além de alegar que os EUA têm adotado um discurso contraditório e violado os termos da trégua. Teerã afirmou que
não se vislumbra um cenário claro para negociações bem-sucedidas" sob essas condições.
A recusa do Irã ocorre três dias antes do prazo final do cessar-fogo, que começou em 7 de abril e está previsto para terminar na próxima quarta-feira. Horas antes do anúncio iraniano, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que uma delegação americana chegaria ao Paquistão para retomar as conversas e fez novas ameaças ao país.
Trump afirmou que os EUA estão oferecendo um acordo "muito justo e razoável
e, caso o Irã não aceite, o país enfrentará a destruição de suas usinas de energia e pontes. Apesar do tom ameaçador, ele havia mencionado dois dias antes que não havia mais
pontos conflitantes" e que um acordo estava próximo.
O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, havia sinalizado avanços nas negociações, mas destacou que ainda existiam diferenças significativas entre as partes, especialmente em relação ao programa nuclear e ao controle do Estreito de Ormuz.